Estoril Film Festival 2008 – Wild Field ganha o prémio máximo

Foram entregues, no Sábado à noite, numa cerimónia realizada no Casino do Estoril, os prémios da 2.ª edição do Estoril Film Festival. Conheça os vencedores e fique com um balanço deste festival que trouxe a Portugal grandes estrelas do panorama cinematográfico internacional, já a seguir.

O filme russo Wild Field (Dikoe pole, no original), do cineasta Mikheil Kalatozishvili, venceu o Prémio de Melhor Filme, anuncio feito pelo presidente do júri, o escritor Paul Auster. O prémio, no valor de 20 mil euros, foi escolhido por “unanimidade“. Em comunicado o júri descreveu-o como “um olhar duro e mágico sobre a estepe russa. Um filme que tocou o olhar do júri por uma beleza tão íntima como expansiva. A história de um médico de província que no seu consultório remoto descobre uma força perturbadora, uma ameaça invisível. Entre uma tradição de cinema russo clássico e uma modernidade ousada, Wild Field é a grande descoberta deste festival“.

O Prémio Especial do Júri foi entregue aos filmes Involuntary (De Ofrivilliga, no original), do sueco Ruben Ostlund, e Hooked (Pescuit sportiv, no original), do romeno Adrian Sitaru. Ao primeiro o júri apelidou de “o novo ‘enfant terrible’ do cinema sueco que encena um jogo de quadros humanos em pleno Verão rural. Situações limite filmadas num contexto de experiência realista extrema. Um filme sobre amigos, traumas do passado e as pequenas lições que aprendemos com os nossos erros. Ruben Ostlund revela-se em Portugal“; o segundo “um caso de charme ao primeiro olhar, Hooked foi uma das sensações no último Festival de Veneza e consagra o talento de Sitaru, cineasta que usa o recurso do vídeo como elemento subjectivo. Hooked é também um imenso filme de actores rodado com um minimalismo desconcertante“.

Já o Prémio Cine-Europa foi atribuído a Schultes, do russo Bakur Bakuradze descrita pelo júri como “uma variação ‘noir’ de um conto de companheiros improváveis, um carteirista desiludido e uma criança das ruas de Moscovo. Retrato cru de uma tristeza muito russa, Shultes coloca no mapa Bakur Bakuradze, realizador que sabe montar atmosferas cruzadas com ares de cinema americano clássico e a mais intrigante secura russa“.

O produtor Paulo Branco, director do festival, afirmou que nenhum dos filmes premiados tem ainda distribuição assegurada em Portugal e acrescentou que, segunda-feira, voltará à pele de distribuidor e enquanto tal estará interessado em um ou dois destes filmes. Quanto ao festival, o mais internacional dos produtores portugueses, fez um balanço positivo declarando-se “extremamente contente com a forma como se desenrolou o festival“, quer pela qualidade dos filmes exibidos quer pela “frequência grande e permanente (…) penso que conseguimos atingir os nossos objectivos (…) multiplicámos por quatro, no mínimo, os espectadores: no ano passado tivemos cinco mil e este ano ultrapassámos os 20 mil“.

Fontes: Diário Digital e Lusa

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