House V – Review – Not Cancer (2/24)

House MD

Episódio: Not Cancer (2/24)
Temporada: 5
Primeira transmissão nos EUA: 23 de Setembro de 2008
Primeira transmissão em Portugal: 17 de Novembro de 2008

Não pode dizer-se que House tenha começado esta 5ª temporada com o pé direito. De facto, o primeiro episódio foi demasiadamente tímido e contido.

O que se esperava de “Not Cancer” era a verdadeira rodagem da ignição: um episódio dinâmico que nos pregasse ao ecrã – como em tempos aconteceu – e que, claro, no bom sentido, nos obrigasse a redobrada atenção e cuidado. E se a nível clínico “Not Cancer” respondeu passando com distinção, o mesmo não podemos dizer da narrativa propriamente dita, tendo esta apresentado algumas falhas de continuidade e, no geral, algum grau de desinteresse.

Cheira a Cancro, parece Cancro…mas não é Cancro

Quase invariavelmente, a cena de abertura apresenta-nos uma pessoa (aparentemente) normal que, de um momento para o outro, sofre alguma variância daquilo que comummente designamos de “coisinha má”. Desta feita, não é de estranhar que, quando nos deparamos com, não uma, mas seis(!) pessoas, fiquemos de olho arrebitado.

Num início de emoções fortes, quatro morrem sobrando um idoso já “não salvável” e uma professora de Matemática que se encontra num estádio mais inicial da misteriosa doença – Apple (participação de Felicia Day).

Os seis estavam intimamente ligados: a todos tinha sido feita, em alguma altura do tempo, a doação de um órgão e essas seis doações provieram da mesma fonte.

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É entre o processo de diagnóstico e a feitura de testes/exames/análises que House (Hugh Laurie) tem a luminosa ideia de contratar um detective particular para investigar o passado recente dos pacientes vivos e dos falecidos. Todavia, House é House, e com ele nada é por acaso. Aproveitando a contratação do detective, manda-o investigar também Wilson (Robert Sean Leonard)!

A ideia pareceu-me fantástica. Certamente algo que House faria, ultrapassando, como de costume, todos os limites do concebível e aceitável. No entanto, Michael Weston (Sete Palmos de Terra) acabou por não me convencer muito como o detective Lucas, e apesar de alguns momentos com alguma graça, pareceu-me, no geral, uma actuação algo sem chama.

Hugh Laurie And Michael Weston On House

De apontar positivamente é o momento em que House procede a um improvisado e sarcástico “casting” ao Dr. O’Shea (participação especial de Tim Conlon) para tomar o lugar de Wilson como o seu melhor amigo. Mas cedo se tornou claro que seria impossível encontrar alguém que, por um lado, fosse capaz de o aturar, e por outro, fazer funcionar o complexo cérebro de House, com todas aquelas epifanias que lhe surgiam e resolviam os mistérios todas as semanas.

Neste seguimento até podíamos fazer uma espécie de analogia com o próprio tema do episódio: “Cancer, but not Cancer”, que poderia muito bem ser “Wilson, but not Wilson”, se pensarmos que House tenta, ao mesmo tempo, recuperar o amigo e negar essa necessidade/vontade…

Outra questão que me chamou a atenção foi a presença de um House, de certa forma, mais “pessoa”. Ouvi-lo falar de um mundo que não é tão feio como se pensa, ou da recusa de desistência na esperança é realmente qualquer coisa! Mas, aqui de novo, House é House, e muitas vezes esquecemos que ele não é apenas um pessimista avariado da cabeça.

House é tão somente realista e profundamente interessado em tudo o que respeita o ser humano. O problema que se põe é a sua inultrapassável incapacidade de demonstrar sentimentos (ou coisa que lhe valha) por alguém.

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Num episódio muito populado, a recente relação House/Lucas e a quebrada House/Wilson tomaram conta de praticamente todo o espaço, não deixando grandes saídas ao resto que se andava a passar à volta, como por exemplo, à equipa de House ou à análise existencial do paciente; com excepção àquela última cena entre House e Apple que foi de facto memorável.

No final, mais um mistério desvendado e uma amizade que parece não ter volta a dar.

Estará Wilson mesmo de partida?

Resumindo e concluindo…

Talvez acrescentar gente ao elenco não seja bem a forma de dar volta à questão… e apesar de ainda não ter perdido as esperanças num Lucas mais interessante, sinto que esta linha de história não tem grandes pernas para andar. Por outro lado, gostava de saber mais sobre o percurso de vida da actual equipa de House. Um exemplo é o caso de Kutner (Kal Penn) que, apesar de muito presente e activo nos diagnósticos, não me recordo de ter sido dada grande enfase ao aprofundamento do personagem. Anyway… logo veremos!
O caso médico pareceu-me realmente interessante nos primeiros 20 minutos. Foi pena que, ao longo do episódio, fosse perdendo destaque e ritmo.

Hugh Laurie And Felicia Day On House

No geral, “Not Cancer” viu-se bem. Só não foi tão House como é costume.

Pontos altos
Caso inicial interessante e dinâmico.

Pontos baixos
A desinspiração de Michael Weston.
“Superpopulação” no episódio.

No ouvido…
House: Want to be my friend?
Lucas: No. You scare me a little.

House: You weren’t seeing what everyone else was seeing.
Apple: And now things will be beautiful?
House: Things will be what they are.

House: How do I look?
Apple: You look sad.

Nota: 7/10

Imagens: FOX

Uma resposta a House V – Review – Not Cancer (2/24)

  1. Os primeiros 3 episódios desta temporada não prestam. A partir do 5º é que isto começa a aquecer…

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