A sétima temporada de Smallville terminou com o espantoso e não menos intrigante confronto entre Clark Kent (Tom Welling) e Lex Luthor (Michael Rosenbaum) na gelada Fortaleza da Solidão.
Entre segredos desenterrados e confissões inesperadas, uma poderosa avalanche destrói completamente a portentosa Fortaleza fazendo desaparecer misteriosamente consigo os dois agora rivais no império gelado do Árctico.
Chegamos à oitava temporada, aquela que poderá ser a última de Smallville.
CONTÉM SPOILERS
Odyssey arranca cerca de um mês depois da destruição da Fortaleza, o Árctico é um lugar muito requisitado: enquanto Green Arrow (novo membro do elenco fixo – Justin Hartley), Aquaman (participação de Alan Ritchson) e Black Canary (participação de Alaina Kalanj) procuram Clark, Lex é procurado por uma equipa gigantesca liderada por Regan (participação de Ari Cohen), um antigo guarda-costas dos Luthor. Mas não por muito tempo, já que entra em cena uma nova e interessantíssima personagem: Tess Mercer (novo membro do elenco fixo – Cassidy Freeman), uma jovem mulher que aparece com um documento escrito assinado pelo próprio Lex a indicá-la a si como sua sucessora em caso de morte ou desaparecimento e passa tomar o comando das operações e toma imediatamente conhecimento das duas únicas descobertas importantes até ao momento: uma estranha e desconhecida pegada e um invulgar cristal azul (o próprio cristal que originou a Fortaleza). Ainda assim, tanto a Justice League como Mercer parecem destinados ao insucesso nas suas buscas.
Para descanso da nossa alma, Clark está vivo e de boa saúde, apesar de se encontrar sem poderes e sem quaisquer meios de comunicação possíveis num campo de trabalho russo.
Eventualmente, Oliver acaba por aparecer e, depois de uma bela encenação camuflando os seus verdadeiros interesses, consegue trazer Clark de volta. Digno de registo é o regresso de Justin Hartley e a sua promoção ao elenco fixo; parece-me uma sólida e futuramente útil aposta para colmatar a saída de Michael Rosenbaum (Lex) e Kristin Kreuk (Lana).
Enquanto anda toda a gente atarefada, Chloe (Allison Mack) encontra-se retida numa base escondida onde, sob chantagem, tem de fazer uso do seu mais recente super-poder (não bastava a capacidade de curar os outros) – uma inteligência anos-luz mais desenvolvida do que a do comum ser humano – para localizar alguns os membros da Justice League, rotulados como “criminosos perigosos”. Clark e Oliver conseguem localizar e salvar Chloe depois de unirem esforços com mais um elemento inesperado: Lois Lane (Erica Durance), que procurava incessantemente a prima.
Como normalmente acontece com os primeiros episódios de qualquer temporada, Odyssey é um razoável e ameno episódio de transição entre o grande final da sétima temporada e o começo de uma nova era em Smallville.
Segue-se Plastique com a carismática entrada ao serviço de Clark no Daily Planet.
E pode dizer-se que o dia começa de forma bombástica: um autocarro explode mesmo em frente ao edifício. Entre os feridos encontram-se Tess Mercer, a nova chefe de Clark, e Bette (participação de Jessica Parker Kennedy), uma jovem afectada por meteoritos que é ajudada por Chloe. Ainda no cenário da explosão, conhecemos mais um importante personagem. É ele Davis Bloome (novo membro do elenco fixo – Sam Witwer), um paramédico que acaba por demonstrar interesse em Chloe.
É neste episódio que começamos a ter uma amostra daquilo que serão as hilariantes trocas de “mimos” diárias entre Lois e Clark agora que trabalham sob o mesmo tecto. Erica Durance continua a justificar o porquê de estar no elenco com uma Lois sempre enérgica, divertida e, acima de tudo, descarada.
No final de um melhor mas ainda morno episódio, descobrimos que Davis Bloome também poderá ter um grande mistério.
Por vezes é bom dar algum “tempo de antena” aos personagens secundários. Além de dinamizar a série, tira positivamente algum peso dos ombros do protagonista.
Pois bem, neste terceiro episódio, Toxic, Oliver Queen é misteriosamente envenenado durante um evento social. Enquanto Clark revira o mundo à procura da cura, Oliver experiência intensos flashbacks que nos fazem finalmente compreender como e de onde surgiu o alter-ego Green Arrow e de como travou conhecimento com Tess Mercer: ambos foram feitos prisioneiros numa ilha deserta e, em diferentes momentos, acabaram por salvar-se um ao outro.
Entretanto, Chloe dá mais uma vez uso à super-inteligência (a meu ver, cada vez mais estranha e de desconfiar) e descobre a cura que Clark vai num pé buscar ao Brasil.
Por fim, ficamos a saber que Oliver e Tess se relacionaram de alguma forma depois do episódio da ilha e que o “playboy” se portou mal (razão pela qual me parece que Tess se juntou aos Luthor). Oliver descobre finalmente que Lionel Luthor (John Glover) foi o responsável pela morte dos seus pais.
Instinct tem início com Tess e a sua equipa de cientistas que continuam empenhadíssimos em descobrir onde é que o misterioso cristal azul (encontrado no Árctico) os pode levar. Numa perigosa experiência libertam acidentalmente um sinal que atrai à Terra uma rainha de um planeta longínquo. Maxima (participação de Charlotte Sullivan) procura o “homem perfeito”, mas o seu beijo é mortal para todos os que não são Kryptonianos.
Uma série de mortes desencadeia o alerta entre Lois e Clark que começam a investigar a estranha situação que se torna cada vez mais perigosa quando Jimmy (Aaron Ashmore), depois de encontrar uma carta antiga que Chloe escrevera há muito tempo a Clark, afoga as mágoas em, imagine-se, Maxima. Apesar de poder parecer “cliché”, esta narrativa parece-me muito necessária na medida em que encerra de vez a ideia de que Chloe poderia ainda gostar de Clark.
Depois de muita volta, incluindo uma relação hiper-fugaz mas intensa entre Clark e Maxima, a “vilã” acaba por ser derrotada e temos mais um belo vislumbre da enorme faísca que começa a existir entre Lois e Clark e que se torna cada vez mais interessante ao longo da temporada.
Um episódio menos “útil” que o anterior mas com uma importante revelação final: alguém roubou o super-protegido cristal azul de Tess Mercer. Quem poderá ter sido? Que comecem as apostas.
Committed é um título muito sugestivo para este quinto episódio da temporada, como mais à frente compreenderão.
Chloe e Jimmy fazem parte de um grupo de casais que são raptados por um homem que os submete a um teste num detector de mentiras para avaliar se são honestos ou não nas suas relações – acontece que os participantes estão em cadeiras eléctricas, apanhando violentos choques de cada vez que não são honestos. Como não poderia deixar de ser, Clark e Lois partem em seu salvamento e fingem ser um casal.
Para surpresa geral dos telespectadores, quando Clark é submetido a tortura (à qual sucumbe devido à presença de Kryptonite nos materiais), Lois é obrigada a admitir que, de facto, sente algo por ele… e o detector de mentiras não acusa! Quanto a Clark, não tem tempo de fazer qualquer confissão porque arranja maneira de se libertar. Fica então para a próxima!
Committed segue o “modelo” dos episódios anteriores: é um episódio medianamente interessante, com momentos bons e momentos mais mortos, que dá passinhos de bebé no que concerne a linha narrativa central, mas desenvolve um pouco mais a famosa história de Lois & Clark.
Para o comentário dos últimos três episódios, não percam a segunda parte do ESPECIAL Smallville a publicar amanhã a tarde.
Imagens: The CW