Hotvnews

<em>Clínica Privada</em> – Review – <em>In Which We Meet Addison, a Nice Girl from Somewhere Else </em>

Anúncios

Episódio: In Which We Meet Addison, a Nice Girl from Somewhere Else (1/9)
Temporada: 1ª Temporada
Canal: FOX life/ RTP 2
Primeira Exibição em Portugal.: 20 de Dezembro de 2007 (FOX life)/ 11 de Novembro de 2008 (RTP 2)
Primeira Exibição nos E.U.A.: 26 de Setembro de 2007

Esqueçamos o episódio duplo que introduziu “Clínica Privada” em Anatomia de Grey. Não foi bom para nenhuma das duas sérias, foi fraco, não tinha ponta por onde se pegasse, foi amplamente criticado pelos fãs de Grey’s Anatomy, mas felizmente Shonda Rhimes ouviu os apelos o suficiente para remendar os erros, e bem.

Sentirei saudades de Addison (Kate Walsh) no Seattle Grace. Inicialmente não gostava dela. Ela era a bruxa má do oeste, que veio para estragar a linda história de amor entre a Meredith e Derek. Porém, com o passar do tempo, Addison deixou de ser simplesmente a ex-mulher do McDreamy para se tornar uma personagem com brilho próprio. A relação dela com o McSteamy, mais sexual, com o Karev, mais platónico, e a amizade com a Dr. Torres serviram como canal para o crescimento destes personagens e para o amadurecimento de todos eles.

Não entendi o modo como Richard (participação especial de James Pickens Jr.) encarou a demissão de Addison em Seattle Grace. Se não estou muito enganado, foi ele que a incentivou quando lhe disse que ela precisava de um novo emprego ou de uma nova vida. Pois bem, ela decidiu tentar ambos. E foi exactamente este o argumento de Addison perante um atónito Richard, que a fez abandonar Seattle para se mudar para a solarenga Los Angeles.

Confesso que nos primeiros 6 minutos de episódio eu já tinha sido conquistado. O ritmo e a escrita do episódio, fizeram com que, a introdução da especialidade de cada personagem, em conjunto com a incapacidade de lidar com seus próprios problemas pessoais, funcionasse tão bem. Naomi (interpretada agora por Audra McDonald, que substitui Merrin Dungey), especialista em fertilidade, não consegue cortar de vez a relação com seu ex-marido, e colega de clínica, Sam (Taye Diggs). Por sua vez, Sam, que é um “internist”(e eu ainda irei descobrir o que vêm a ser isso), é especialista em relações pessoais, mas não consegue resolver as suas próprias relações. Violet (Amy Brennemann), é a psiquiatra que não consegue parar de perseguir o seu antigo e já casado namorado, Cooper (Paul Adelstein), o pediatra viciado em sexo (hey, hey, será que é uma boa combinação?) e finalmente, Pete (Timothy Daly), o especialista em medicina alternativa e que já não lembrava que tinha beijado Addison.

Começamos por ver Addison no seu apartamento, já em Los Angeles, a dançar completamente nua. Ficou um bocado forçado, mas a explicação desta a Sam, que a viu do apartamento ao lado, foi fantástica! A cena onde ela diz “Muitos homens teriam gostado de me ver nua. Está bem, não muitos. Oito. Espera….Onze.” E depois, na clínica, com cada médico a ser muito simpático e a reacção ao descobrirem que a Addison estava lá para ficar e toda a tensão entre Sam e Naomi, foi tudo maliciosamente engraçado.

Como primeiros casos: uma mulher que quer o esperma do seu falecido amante para engravidar e um pai que não sabia que a filha estava grávida? Desculpa? Isto é possível? Sim, na televisão tudo é possível. E tudo isso pode ter muita piada sim senhor.

15 minutos de episódio e eu estava a pensar comigo mesmo:”Uau, Addison está óptima!”. Continuava a ter muita piada a menina. E os seus colegas de clínica não ficam atrás.

Mas assim como acontece em Grey’s Anatomy, todos os personagens terão a sua capacidade médica e sangue frio postos à prova. Naomi e Sam têm de convencer o hospital a permitir a extracção do sêmen do falecido e, quando tudo parecia resolvido, aparece a mulher deste para contradizer tudo. Addison, Pete e Dell (Chris Lowell) têm de fazer uma cesariana às pressas para salvar uma mãe e uma filha, e Violet e Cooper têm de compreender porque é que uma paciente da Violet teve uma crise psiquiátrica em pleno centro comercial. Alguma tensão e depois, com o desfecho, algumas lágrimas. Se alguém não gostar do episódio até agora, é porque, provavelmente, não irá gostar da série.

Addison bate o pé, e decide ficar na Clínica Oceanside, e encerra de vez com a polémica de sua vinda. Um belo e sincero discurso final, inseguro, porém fiel à personagem. E aí temos um belo início de mais uma grande série. Um episódio é pouco para afirmar isso, mas confio bastante nos meus instintos. Além disso, sentia saudades da bela interpretação que Amy Brennemann dá aos seus personagens. Welcome back, Amy! Parabéns Kate!

Sinceramente, estou ávido pelo próximo episódio. E vocês?

Texto de Cláudio Carneiro

Editado por Carlos Couceiro

No próximo episódio:

Anúncios

Anúncios