Milú, a Menina da Rádio (1926-2008)


Soubemos hoje da notícia da morte de Milú, nome artístico de Maria de Lurdes de Almeida Lemos, nascida em Lisboa a 24 de Abril de 1926, um dos nomes incontornáveis da “época de ouro” do cinema português.

Estreou-se no cinema, com 12 anos, numa curta participação no clássico A Aldeia da Roupa Branca. Apesar da curta aparição, Milú captou logo a atenção dos grandes entusiastas do cinema português da época. Sob direcção de Arthur Duarte participou n’ O Costa do Castelo (1943), O Leão da Estrela (1947), O Grande Elias (1950) e em Dois Dias no Paraíso (1958). Participou ainda em filmes de Manuel Guimarães (Vidas sem Rumo – 1956), Costantino Esteves (O Diabo Era Outro – 1969), Armando de Miranda (A Volta do Zé do Telhado – 1949), Perdigão Queiroga (Os Três da Vida Airada – 1952), José César de Sá (Agora é que São Elas – 1954) e, em Espanha, de Ladislao Vajda (Doce Lunas de Miel – 1944 – e Barrio – 1947). A sua última aparição no cinema foi em 1981no filme Kilas, O Mau da Fita, de José Fonseca e Costa.

Milú foi também uma presença assídua na rádio, onde cantou e celebrizou músicas como A Minha Casinha (hoje em dia um tema obrigatório dos Xutos e Pontapés) e Cantigas da Rua, e no teatro, tendo participado em teatros de revista no Teatro Avenida e no Variedades. Pela sua beleza e fotogenia, Milú foi várias vezes equiparada às grandes estrelas de Hollywood tendo mesmo sido a primeira actriz portuguesa a receber um convite da meca do cinema, convite que sempre declinou.

Entre 1960 e 1968 viveu no Brasil, onde nasceu a sua única filha. Em 2007 foi distinguida pelo Presidente da República, Cavaco Silva, com a Ordem Militar de Santiago e Espada, numa cerimónia que marcou uma das suas últimas aparições em público.

Morreu hoje, com 82 anos, em Cascais, vítima de problemas respiratórios.

Uma resposta a Milú, a Menina da Rádio (1926-2008)

  1. Anónimo diz:

    milu sempre perfeita milu continuamos a te amar és linda e eterna nos nossos corações, tu milu não morres-te continuas a viver nos nossos corações ainda te amo…és eterna.E mais te tenho a dizer—– que saudades eu já tinha dá minha alegre casinha etc.= almejo ao lar ao eterno e doçe lar saudosa estou e canto em santo exilio almejo ao lar ao doçe eterno… lar = que saudades eu já tinha da minha alegre casinha tão modesta como eu como é bom ó deus morar assim num 1º andar a contar vindos do céu- etc.ets. o resto só eu e tu sabemos no grande astral que é nosso. Bençãos eternas, para quem te perceber…

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