ESPECIAL – Fringe [1/2]

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A expectativa foi muita, Fringe seria a série sensação da nova temporada. A ficção cientifica que tinha de fazer mais, melhor e em maior número. Vamos perceber o que é que aconteceu, o que está para acontecer e o que poderá acontecer na saga da FOX que está com uma temporada já assegurada.

CONTÉM SPOILERS

A nova saga de ficção científica foi, desde logo, comprada à mítica X-Files, a começar pelo tema – a ciência “à margem” – e a acabar pelos protagonistas, uma dupla que poderia resultar. A FOX deu tudo a Fringe, a promoção, o orçamento, o dia, e, posteriormente, o lead in de House. Apesar dos resultados não serem os melhores, à volta dos 9 milhões, foi a melhor estreia de um drama da FOX em dois anos, que não teve lead in de desporto ou do American Idol. Mas deixemo-nos dos números, que, por vezes, nada dizem sobre a qualidade do produto.

Uma das grandes estreias da televisão americana, com um piloto explosivo, avaliado em mais de 10 milhões de dólares, “Pilot” chega-nos como uma das obras-primas da conceituada televisão americana. Logo de início entramos no mundo de Fringe, um suposto atentado terrorista dá-se num voo de Hamburgo para Boston. Ao local são chamados o FBI e a CIA. Olivia Dunham (Anna Torv), agente do FBI é chamada local assim como John Scott (Mark Valley), também ele agente do FBI. O ambiente é tenebroso, no entanto é nesta altura que nos damos conta dos impressionantes efeitos sonoros, sempre oportunos e curiosos. Não fossem já conhecidos por outras bandas e eram perfeitos.

Ainda no aeroporto, as equipas são coordenadas por outra importante personagem, Phillip Broyles (Lance Reddick), um agente da Segurança Interna, responsável pelo departamento que trata os fenómenos paranormais. Uma personagem fascinante, intensa, misteriosa e magnificamente interpretada pelo actor.

No meio da investigação de um suspeito, Scott sofre um acidente, sendo afectado pela mesma substância que foi libertada no avião. Com a continuação das investigações, damos conta que Dunham tem uma determinação incrível, uma perspicácia eficaz e um sexto sentido, aparentemente, imbatível. Será “forçada” a recrutar Walter Bishop (John Noble), um brilhante cientista enclausurado durante 17 anos numa instalação psiquiátrica. Para o retirar de lá, Dunham necessita da ajuda do filho do cientista, Peter Bishop (Joshua Jackson), um génio da Física e da Química, um espírito juvenil incontrolável e com uma tendência sistemática para o caminho mais fácil para atingir fins, o da ilegalidade.

É com esta equipa que prosseguem as investigações. Acabam por chegar a um presumível suspeito, Richard Steig. Foi através de uma mirabolante experiência, sugestionada por Walter, que chegaram a este suspeito. Apenas Scott tinha visto Steig, o que obrigou a uma visita às memórias do agente do FBI. Basicamente o cientista quer drogar Dunham, enfiar-lhe uma vara de metal na cabeça e pô-la nua num tanque de água, explicação feita por Peter. Dunham aceita, e entramos num campo imaginário, na pura ficção científica. A agente acaba por atingir o objectivo.

Devo dizer que Walter teve, em tempos, um parceiro de laboratório, William Bell, fundador de uma empresa chamada Massive Dynamics. Ora, este Richard fazia parte da referida empresa. O que levou à visita de Olivia Dunham aos headquarters da MD, onde conhece Nina Sharp (Blair Brown), alta funcionária da empresa, pessoalmente ligada a Bell. Mulher austera, firme, inflexível e manipuladora. É aqui, num ambiente futurista e frio que tomamos contacto com o “Padrão”, mencionado por Sharp, e desconhecido por… Dunham

Já na recta final deste episódio de 120 minutos, dá-se um twist, Steig revela a Olivia que um agente dentro do FBI o ameaçou. Confessa ainda que gravou a conversa e que a escondeu… Olivia vai recolher a gravação e ouve a conversa. O agente era Scott, Scott esse que mata Steig. A sensação de confusão toma conta de nós, e percebemos que nada é o que parece em Fringe.

Dunham vai atrás de Scott, onde é obrigada a entrar numa perseguição em alta velocidade que acaba com a morte, efectiva talvez, de Scott. A equipa Dunham & Walter’s mantém-se. Mas ainda há mais…

Na cena final, Scott é transportado numa maca coberto por um lençol, e é então que aparece Nina que o destapa e pergunta ao transportador há quanto é que está morto. “5 horas” responde-lhe o homem… “Interroga-o”, ordena Nina… Um mistério que será, certamente, o mote para esta temporada.

Com um grande primeiro episódio é de esperar que o segundo episódio mantenha a qualidade. E assim nos chega o mais visto episódio de Fringe até agora, “The Same Old Story”.

Olivia, juntamente com Peter e Walter Bishop, reabre um caso, envolvendo um serial killer que extraiu a glândula pituitária das suas vítimas depois de investigar a estranha morte de uma mulher que teve um filho. A mulher estava grávida de horas apenas, mas o bebé que ela teve ficou totalmente desenvolvido.

Ele acaba por crescer, dos zero aos oitenta anos, no espaço de poucos minutos. As investigações acabam por conduzir a um homem artificialmente criado e com uma idade, também ela, artificial, que usa, a partir de enzimas extraídas, as glândulas removidas para que suspenda o seu rápido envelhecimento. A equipa é capaz de apanhar o sujeito e o seu criador, provocando a morte ao homem através da privação das tais enzimas que o mantinham jovem.

O episódio, apesar de manter a excelente realização, a majestosa fotografia e excelentes efeitos sonoros, fica um pouco abaixo do que poderíamos esperar de Fringe.

No terceiro episódio, o misterioso Padrão é explorado. Em “The Ghost Network”, um homem aparenta ter visões do Padrão relacionadas com ataques terroristas, mesmo antes de eles ocorrerem. A já tradicional equipa, liderada por Walter Bishop, descobre que ele está a receber sinais da Rede Fantasma, uma indetectável frequência em que os cérebros, de sujeitos muito específicos, comunicam.

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Com a ajuda desse homem, eles são capazes de interceptar um estranho disco cristalino, que é dado a Nina Sharp, a tal que faz parte da Massive Dynamics, para análise. Um episódio mais empolgante que o anterior, e que nos dá um vislumbre do passado das personagens.

E é, então, hora de ver o aclamado “The Arrival”. O mais estranho e emocionante episódio de Fringe. Descubra do que trata, na segunda parte deste post, a publicar amanhã, aqui no Hotvnews.

Para ver Fringe online de forma gratuita e legal, siga as instruções deste link.

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8 respostas a ESPECIAL – Fringe [1/2]

  1. AnaA diz:

    S houve um episódio que acho que ficou muito aquém do esperado é mesmo o quinto… Ainda não vi o sexto, mas tenho um certo receio que vá de mal a pior.

  2. Buffy_fan diz:

    Eu vi o piloto e parei…nao me deu pica…th de fazer uma forçinha…

  3. David P. diz:

    Sim, concordo com a AnaA, ja tenho o sexto apesar de ainda não o ter visto, portanto não tenho opinião formada, mas foi um pouco desapontante o 5º epi depois do excelente 4º epi.

  4. vitoscano diz:

    Até agora parece que a melhor nova dérie, muito embora não a tenha visto ainda nenhum, seja True Blood pelo menos é o que tenho lido pela net. De Fringe vi apenas 2 episódios e do que vi estou a gostar parece-me ter futuro. Eu diria que temos 4 séries novas com futuro: Fringe, True Blood, Eleventh Hour(vi o 1º e gostei) e Mentalist(já vi o 1º e gostei muito na onda de CSI) pelo menos a ver pela qualidade/audiências. Já agora vi tambem My Own Worst Enemy(o 1º episódio, tambem gostei embora seja uma série muito estranha) mas neste caso tenho algumas dúvidas que passe da 1ª temporada.

  5. vitoscano diz:

    *…nova série, muito embora não tenha visto ainda nenhum…

  6. Eu ainda só vi o episódio piloto de uma hora. Tendo isso em conta eu só tenho uma coisa a dizer: The Traveller.

    Nem consigo ainda hoje acreditar como pôde ser cancelada.

  7. mfed diz:

    tenho acompanhado fringe, hj sai outro, e tenho adorado… muito muito boa esta serie… tem um bom futuro se nao a “destruirem” pelo caminho 😛

  8. Agnelo diz:

    Tenho receio…sim porque adoro séries de ficção cientifica e também adoro os enredos de J.J. Abrams…mas infelizmente é de J.J. Abrams…
    quero dizer….Alias, Lost…com primeiras e segundas séries espectaculares…mas depois episódios esporadicamente viciante…e finalmemte uma série que acaba por se tornar decepcionante…Alias é o exemplo…Enfim, como digo sempre, se calhar vai ser desta…mas com J.J. Abrams não creio…

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