Brincadeiras Perigosas, por Carlos Antunes

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Título original: Funny Games US

De: Michael Haneke

Escrito por: Michael Haneke

Com: Naomi Watts, Tim Roth, Michael Pitt, Brady Corbett

Um remake que faz sentido.

Funny Games (ambos, entenda-se aqui) é um thriller que poderíamos apelidar de vulgar mas nada convencional.

Porque a sua intenção principal não é apenas de contar a história, é a de envolver directamente o espectador nos eventos e testar-lhe os seus limites.

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Quando vi o filme original, há alguns anos atrás (cerca de cinco ou seis anos) numa reposição pela Zero em Comportamento no Cine 222, o efeito do filme foi de uma enorme e arrebatadora surpresa.

A discussão do filme prolongou-se pela noite fora na viagem até casa.

Talvez por isso o efeito do remake não pudesse alguma vez ter o mesmo poder, simplesmente porque a novidade não existe mais.

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Ainda assim, para a maioria do público, a descoberta desta pequena “bizarria” em que os personagens se dirigem directamente aos espectadores e o abordam e incitam à medida que os desenvolvimentos surgem, deverá ser um pequeno desafio.

Isto porque o culminar desta cumplicidade do espectador – que é colocado quase como uma cobaia de um ensaio psicológico – vem numa cena que escapa a toda a lógica narrativa convencional.

Daí que seja preciso que o espectador esteja disposto a entregar-se e a enfrentar este cinema.

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Daí que a violência tão evidente, tão crua seja apresentada num cenário (familiar e visual) tão idílico.

O espectador que se deveria sentir repugnado acaba por entrar num “campo cinzento” de moralidade à medida que se vê colocado do lado dos dois jovens sádicos.

São eles que intervêm com o espectador e lhe conduzem e perturbam as expectativas.

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No final de contas, o desafio é magnífico e de uma validade que continua intacta ao fim de 10 anos.

E aquilo que se perde na novidade ganha-se na qualidade de interpretações.

Uma boa escolha de cinema para quem não quer ficar pelas evidências americanas de fazer cinema.

Classificação:


Extras

Esta edição não contem extras.

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3 Responses to Brincadeiras Perigosas, por Carlos Antunes

  1. Antonio diz:

    gosto mais da versao original de 1997

  2. Um filme pesado, duro, mas que nunca é chato e que só faz com que uma pessoa quisesse estar a dormir para não ver mais cenas daquelas. No entanto, ficamos acordados até ao fim.

    Temos mesmo de estar muito bem preparados psicologicamente para ir ver este filme.

  3. […] Desta vez temos três exemplares da edição em DVD de Brincadeiras Perigosas. […]

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