Loving Annabelle, por Tiago Ramos

Título original: Loving Annabelle
De: Katherine Brooks
Escrito por: Olivia Bohnhoff e Katherine Brooks
Com: Erin Kelly, Diane Gaidry e Ilene Graff

Um argumento que podia ir mais longe, mas que teve medo de arriscar.

Loving Annabelle é um filme de 2007, que não estreou nem deve estrear em Portugal, mas que já se encontra no circuito de alguns clubes de vídeo. O filme aclamado no circuito LGBT europeu, conta uma história de amor entre uma professora de um colégio católico muito rígido (sendo isto uma redundância), Simone Bradley (Diane Gaidry) e uma nova aluna rebelde, Annabelle (Erin Kelly).

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A história é claramente previsível em todos os momentos do argumento. E é nessa parte que o espectador acaba por lamentar que se perca algo que poderia ser intenso e explorar as profundezas dos sentimentos humanos. Katherine Brooks (Finding Kate) tenta pôr em causa e colocar para julgamento os sentimentos indomáveis de uma mulher madura e de uma adolescente. Até que ponto é isso reprovável? Deverão os meios justificar os fins? Poderá uma mulher renegar os dogmas que lhe foram impostos e aceitar um amor mais complexo do que aquele que lhe é apresentado? Conseguirá uma mulher vencer as suas batalhas interiores ou deixar-se-á levar por elas? Tudo isso é posto em causa no filme, mas poderia ter ido mais fundo, ao real âmago da questão.

Loving Annabelle poderia ter sido mais polémico se as interpretações assim o permitissem. O filme não mostra, com medo de chocar, o filme sugere de uma forma simpática e acessível, renegando assim o seu conceito primitivo. A isto não ajuda a interpretação de Diane Gaidry, que não consegue demonstrar emoções e muito menos transmiti-las ou transpô-las para a personagem de Simone. Cenas que poderiam ter sido marcantes, acabam por ser um rebuliço de factos banais, que não chegam sequer a ser concretizados.

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O melhor em Loving Annabelle acaba por ser a prestação de Erin Kelly, uma jovem actriz, que sendo possuidora de uma beleza simples, acaba por transmitir algo enigmático para a sua personagem, permitindo assim expor melhor a polémica questão do homossexualismo, da diferença de idades ou da ética num relacionamento professor/aluno.

O final do filme é a única parte que realmente transmitir algum vigor e energia ao argumento, mas que não é explorado, perdendo-se assim abruptamente. Loving Annabelle apesar de não ser um filme de qualidade, acaba por ser um guilty pleasure, devido à história que assim transporta.

Classificação:

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3 Responses to Loving Annabelle, por Tiago Ramos

  1. MJNuts diz:

    Ando para ver este filme… Guess I’ll have to try it out.

  2. Ana diz:

    Apesar de ter gostado também acho que poderia ter conseguido muito mais. A ideia estava lá… mas faltou o arrojo.
    Acaba por ser mais um filme banal.

  3. andreia diz:

    o filme foi lindo. a erin kelly e uma grande actirz.mas a simone devia ter mostrado mais o que sentia pela annabelle,por exemplo xorar por a annabelle. nao goxtei do fim do filme.a erin foi a unica que representou bem a sua personagem.

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