Max Payne, por Carlos Antunes

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Título original: Max Payne

De: John Moore

Escrito por: Beau Thorne

Com: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Chris O’Donnell e Amaury Nolasco

Quando o cinema passa a jogo de vídeo.

Há algo que se mostra no início de Max Payne que não nos repele.

Uma estilização extravagante que de certa forma reinventa o velho noir.

Não é brilhante esse jogo de estilo mas é curioso, lançando bases de uma possibilidade moderna de um série B anónimo mas razoável.

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Ideia confirmada pelo tom sobrenatural que envolve o mistério policial que atormenta Max Payne.

Entre o modelo clássico, do polícia justiceiro que procura vingar a família assassinada e a presença de seres demoníacos (associações livres à mitologia nórdica) capazes de intervir sobre o submundo em que Max Payne se movimenta, gera-se uma interessante possibilidade nova.

Possibilidade essa que ninguém sabe explorar.

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Se o argumento tem pechas graves a partir do momento em que precisa de desvendar o desenlace de um encobrimento que liga a família de Max Payne a um projecto militar que corre mal, nada disso se compara ao péssimo trabalho de realização que mal pode – leia-se, mal o argumento transforma tudo num filme de acção fora de tom com o que veio antes – revela a sua verdadeira natureza.

Roubando os mais básicos truques aos videoclips e aos jogos de vídeo e tentando usar sem naturalidade ou inteligência as (actualmente) comuns ferramentas deste género de cinema (bullet time, por exemplo), John Moore cria um “monstro” nocivo e desinteressante.

Por isso mesmo não se estranha que Wahlberg ande por aqui sem verdadeiramente actuar, simplesmente cumprindo o papel pouco exigente, mas ainda assim central da trama.

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Depois de Hitman, mais um filme que não consegue pensar e trabalhar o material de origem de forma convincente.

Classificação: https://i0.wp.com/img.photobucket.com/albums/v636/shivers_/1stars.jpg

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12 Responses to Max Payne, por Carlos Antunes

  1. PR diz:

    Não tinha grande curiosidade, e depois de criticas como estas mto menos 😛

    http://takea-break.blogspot.com

  2. helena diz:

    È neste filme que entra a Nelly furtado? E que tal?

  3. helena, é uma cena de um minuto.
    Não vai mal, mas é infinatamente ridículo ter uma sala inteira a comentar “É a Nelly Furtado”.

  4. casper™ diz:

    Tinha curiosidade em ir ver este filme, agora não sei se o irei ver ou não!

  5. David P. diz:

    Pessoal não deixem de ir ver um filme por causa de uma crítica seja ela positiva ou negativa, como é o caso. Vejam o filme e tirem as vossas conclusões.

  6. Jikul diz:

    É pena, porque o jogo é muito bom.

  7. nuno diz:

    “”comuns ferramentas deste género de cinema (bullet time, por exemplo)””

    Para quem não jogou o jogo é só para informar que essas “ferramentas deste género de cinema” são as ferramentas que se usam no jogo… quem não sabe não comenta….

  8. nuno, sabe, eu artigos que li sobre o filme dei de caras com essa informação.
    Não me teria sido difícil utilizá-la no artigo e passar por entendido.
    No entanto não é essa a minha intenção e o que disse não deixa de ser verdadeiro.

    Ainda assim agradeço-lhe o reparo que apenas ajuda mais a confirmar que estamos perante um jogo a passar na tela e não um filme baseado num jogo.

  9. nuno diz:

    Não entendo essa sua visão de jogo a passar na tela, porque vejamos, se o filme q é baseado num jogo não tivesse os mesmos artefactos que o dito jogo usa, já todos sabemos o q iriam dizer os fãs: “Ah nem tem o bullet time q usamos para nos safarmos dos tiros…estragaram tudo!”.
    Eu não sou fã acérrimo do jogo nem do filme, apenas quis referir que esse argumento de, e passo a citar: “… tentando usar sem naturalidade ou inteligência as (actualmente) comuns ferramentas deste género de cinema (bullet time,)…” não acho que seja o mais válido para informar os leitores das suas reviews.
    E nem abusaram muito nesse tipo de artefacto pq eu quando joguei o jogo usava-o constantemente para me safar das balas 🙂

  10. Para mim, julgo que a essência de qualquer trabalho, mesmo um jogo, não vem das suas ferramentas.
    Virá, isso sim, da sua génese narrativa, por exemplo.

    Se os fãs se queixariam da falta do bullet time, não se queixarão também da sua presença forçada numa única cena?

  11. nuno diz:

    Nisso estou de acordo consigo, a génese narrativa é de facto muito importante. Posto isto, se era excelente no jogo a maneira como se juntou a mitologia nórdica a um projecto falhado de criar super soldados (segundo as criticas e por isso foi considerado como um grande jogo) porque não o há-de ser no cinema?
    Talvez já estejamos fartos dos filmes de projectos falhados nos EUA que se tornam em grandes ameaças para a humanidade.
    Se calhar os fãs queixaram-se da falta do bullet time, mas você por exemplo achou exagerado. Eu como não sou fã acérrimo mas joguei o jogo (julgo que você não o tenha feito) não me fez confusão nenhuma e aqueles pequenos momentos só me fizeram relembrar que estava a ver o filme baseado no mesmo jogo.

  12. […] A estreia da adaptação do jogo de vídeo Max Payne para os cinemas, cativou apenas 31.866 pessoas, mas foi o suficiente para conseguir o terceiro lugar do pódio. O filme conseguiu na sua semana de estreia, em Portugal, fazer 136.310,83€ de receita de bilheteira, mas não convenceu a crítica. Max Payne obteve uma classificação de 6.1/10 no IMDB e 19% de críticas positivas no RottenTomatoes.com. Pode ler a crítica do filme, pelo nosso colaborador Carlos Antunes, clicando AQUI. […]

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