Diário dos Mortos, por Carlos Antunes

https://i0.wp.com/www.horror-movies.ca/albums/userpics/poster_DiaryOfTheDead.jpg

Título original: Diary of the Dead

De: George A. Romero

Escrito por: George A. Romero

Com: Michelle Morgan, Joshua Close, Shawn Roberts, Amy Ciupak Lalonde e Philip Riccio

Zombies, o MacGuffin socio-político.

Diário dos Mortos começa com a voz de Debra Moynihan a anunciar que montou as imagens que vamos ver para cumprir o objectivo de Jason (o autor da maioria das imagens), de contar a verdade sobre o fenómeno que ocorre à sua volta.

O documentário que estamos a ver é o relato de um road trip de alcance inimaginável e perturbador.

https://i1.wp.com/img.dailymail.co.uk/i/pix/2008/03_01/DiaryDead_468x350.jpg

Não estamos já perante um filme de terror, mas perante um claro comentário ao tempo presente, a uma era de paranóia pós-11 de Setembro.

Uma era em que a desconfiança relativamente ao governo (americano, pois claro) está no auge e em que uma pequena equipa de filmagem toma como sua responsabilidade filmar e divulgar a “verdade” que encontra perante si e que desmente as versões que vão sendo divulgadas pelas entidades oficiais.

Divulgar com a premência viral da internet, num mundo onde os grandes meios de comunicação não servem para nada – muito ao contrário de Night of the Living Dead, em que era pela rádio que toda a informação importante corria – tem de ser o indivíduo a utilizar os meios evidentes para chegar aos outros.

https://i2.wp.com/www.dreadcentral.com/img/reviews/dotd02b.jpg

Claro que nada do que se vê é a verdade, apenas um ângulo dela, que varia consoante o operador de câmara e a sua intenção.

Daí resulta uma pergunta paralela e igualmente importante.

Até que ponto as filmagens amadoras reveladas no Youtube não são apenas o produto grotesco de um voyeurismo fácil e, aparentemente, sem culpas ou retaliações?

Filma-se porque é essencial ou porque a sociedade é autofágica a um ponto sem retorno?

O deleite de registar e divulgar o mal (em sentido lato) dos outros e em ser creditado por tal feito é agora facilitado pela abundância de câmaras presentes no dia a dia.

https://i2.wp.com/www.flickdirect.com/images/movies/diary-of-the-dead/diary-of-the-dead_1.jpg

Um filme que é como um ensaio de um tempo, que se pensa também com a dinâmica típica de um filme de terror (a dinâmica grupal, a muito evidente hipótese realistíca).

Classificação:

Extras

Esta edição não contam extras

https://i0.wp.com/img89.imageshack.us/img89/5279/phpthumbbq5.jpg

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3 Responses to Diário dos Mortos, por Carlos Antunes

  1. Eduardo Castro Fonseca diz:

    Este foi de longe o pior filme de zombies que ja vi na vida, nem da para acreditar que o Romero fez isto…
    Honestamente, houve partes do filme que pensei que estavam a gozar com os filmes de zombies, em vez de estar a fazer um.

    Dar uma estrela a este filme seria no minimo uma obra de caridade.

  2. Bem, o nosso maior crítico de cinema, voltou! Bem vindo de novo! 😉

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