EMMY’s 2008 – Melhor Actriz Secundária [Drama]

Uma advogada, duas cirurgiãs, uma psicoterapeuta e uma mulher de negócios.

As nomeadas a esta categoria são:

Candice Bergen, “Boston Legal” ( The Migth Roughes)
Chandra Wilson, “Anatomia de Grey” (Lay Your Hands on Me)
Dianne Wiest, “Terapia” (Paul and Gina: Week ?)
Rachel Griffiths, “Irmãos e Irmãs” (Domestic Issues)
– Sandra Oh, “Anatomia de Grey” (The Becoming)


Esta categoria dos Emmys é já uma categoria histórica, e que costuma estar sempre recheada de excelentes actrizes e suas interpretações. A história recente dos Emmys não aponta para uma grande tendência de repetição de vitórias pela mesma actriz, mas também nenhuma das nomeadas ganhou nesta categoria, porém há quem tem ganho noutra. Apesar de haver hipóteses aparentemente excluídas à partida, pode haver surpresas como aconteceu no ano passado com Katherine Heigl, ela que resolveu não se submeter à academia este ano alegando falta de material.

Candice Bergen é em Boston Legal Shirley Schmitd, advogada e sócia com nome na porta da “Crane, Poole & Schmitd”. Shirley procura nas suas decisões o melhor interesse para a firma mas não sendo muito intrasigente, principalmente com Denny Crane (nomeado ao Emmy William Shatner), o principal causador dos problemas da firma com quem Shirley tem um passado algo “louco”. Candice Bergen é uma actriz bastante querida da academia, não tivesse ganho 5 Emmys pelo seu papel de protagonista na comédia Murphy Brown. Nomeada novamente em 2006 desta vez pelo seu papel em Boston Legal, Bergen tirou um ano de “folga” em 2007 não se submetendo aos Emmys, e volta este ano a ser nomeada novamente. No episódio submetido à academia denomidado “The Migth Roughes”, Shirley depara-se com o seu pai Walter, doente mental, no hospital. Questionando-se sobre o que aconteceu, o médico de serviço responde a Shirley que o seu pai atirou-se da janela. O seu estado cliníco revela uma recaída em que Walter, vitíma de Alzheimer, perde a memória. O mote do episódio daí para a frente é a luta de Shirley para poder ser aplicada ao seu pai morfina com o fim de lhe aliviar o sofrimento, visto este estar num estado de completo medo e ansiedade que tornam a vida insuportável. Bergen tem neste episódio bastantes minutos para apreciação, sendo um episódio que explica bem o porquê de Bergen estar nomeada na categoria. O principal “caso” de tribunal do episódio é a de Shirley conseguir uma ordem do tribunal para poder aplicar a morfina, em que Alan Shore (nomeado ao Emmy James Spader) argumenta em seu favor. Nessas cenas, Bergen mostra toda a sua capacidade de actriz sendo completamente credível e natural como transporta para a câmara que mal aguenta estar no tribunal a serem discutidos os piores problemas e sofrimento do seu pai. Uma boa submissão a juntar-se a uma sempre boa interpretação no geral da série, sem esquecer o carinho da academia tanto por Bergen, como por Boston Legal, tornam as probabilidades de vencer o Emmy bastante elevadas.

Miranda Bailey, personagem de Chandra Wilson, é a chefe de residência do Seattle Grace que nesta temporada lida com um enorme número de coisas tais como a cirurgia, a clínica, o facto de ser chefe de residênica, ser mãe e esposa. É esta espiral de “ocupações” que colidem umas com os outras que Bailey enfrenta na 4ª temporada de Anatomia de Grey e em especial no episódio enviado à academia, “Lay Your Hands on Me”. Este episódio parece ter sido encomendado à medida para a candidatura de Wilson aos Emmys. Para começar a habitual narração do episódio feita por Ellen Pompeo é neste episódio feita por Chandra Wilson, e o tempo no ecrã neste episódio para Wilson é elevado. No episódio, as várias “ocupações” de Bailey colidem; ao sair de casa à pressa para ir trabalhar já com o seu marido bem chateado por não estar tempo nenhum em casa comete uma “asneira” ao deixar uma porta para uma divisão algo perigosa da casa aberta. Já no hospital, atulhada de trabalho recebe várias chamadas do seu marido que teima em ignorar até que depara-se com o seu marido no hospital, a razão para tantos telefonemas foi o facto de se ter passado um acidente com o bebé, e agora no hospital corre risco de vida ou ficar com danos para a vida. Tanto com o estado em que o bebé se encontra e a maneira como tudo aconteceu, tanto com as discussões com o marido, Wilson mostra-se sempre muito bem em todas as suas cenas em que sente o desespero, a fé, a culpa. Wilson tem a seu favor o facto da sua personagem ter tido boa história na 4ª temporada da série após ter sido completamente ignorada pelos argumentistas na 3ª. Contra si, tem o facto da Anatomia de Grey estar aparentemente a perder apoiantes na academia. Com tudo isto, as suas probabilidades de vencer o Emmy são boas.

Gina, papel de Dianne Wiest em Terapia, é a psicoterapeuta do psicoterapeuta. Agora reformada da sua profissão, ela lida, todas as sextas, com os problemas e frustrações da vida de Paul Westin (nomeado ao Emmy Gabriel Byrne), que tinha desistido da sua terapia há 10 anos com ela. Wiest para além do Emmy, ganhou dois Óscares. Não é conhecida a cassete submetida à avaliação da academia, mas qualquer cassete terá sempre bastantes minutos para apreciação, visto o episódio ser basicamente todo entre ela e o contracena, o paciente Paul. Em toda a generalidade da temporada Wiest porpociona uma interpretação soberba, executando a terapeuta ponderada com um passado algo turbulento e que não tem nenhum medo de expor a raiz dos problemas de Paul nas suas sessões. Os confrontos com Gabriel Byrne são duma realidade e credibilidade bastante elevada, numa personagem que é sem dúvida a mais real das nomeadas, como todas as personagens da série, podiam ter sido com todo o merecimento as suas colegas de elenco Melissa George ou Mia Wasikowska, mas o reconhecimento do nome de Wiest foi factor determinante para a nomeação e está na linha da frente para vencer o Emmy este ano.

Sarah Walker, papel de Rachel Griffiths em Irmãos e Irmãs, é a mais velha dos cinco irmãos do clã Walker. Mulher de negócios e mãe de dois filhos, Sarah é surpreendida pelo seu supostamente amável marido em processo de divórcio, quando em reunião com os respectivos advogados das duas partes é revelada a intenção de Joe não querer a custódia conjunta dos seus filhos, Paige e Cooper. É esta possibilidade de “perder” os filhos o mote e a razão para que “Domestic Issues” seja o episódio enviado à academia por parte de Griffiths. O episódio enviado tem uma razoável dosagem de minutos com Sarah Walker em acção, onde mostra a sua competência como actriz, demonstrando um bome sólido trabalho num episódio onde a sua personagem tem desenvolvimentos algo importantes. Contudo, o competente trabalho de Griffiths não só neste episódio mas como se apresenta geralmente em Irmãos e Irmãs e o facto de não se destacar perante os outros actores do elenco (o que não é fácil perante o poderoso elenco da série), fazem desta nomeação apenas isso, uma nomeação. Falta complexidade à sua personagem para que Griffiths fosse uma forte candidata a vencer o Emmy. É notória a diferença de material e complexidade das personagens entre Sarah e Brenda, papel de Griffiths em Sete Palmos de Terra que nunca venceu o respectivo Emmy. Dito isto, a probabilidade de vitória para Griffiths é reduzida.

Sandra Oh interpreta Cristina Yang em Anatomia de Grey, uma médica no seu primeiro ano de residência, que executa a medicina de forma fria, característica que evidencia o seu talento para a medicina, Cristina faz tudo para se tornar uma cardiologista de renome. No episódio enviado à academia “The Becoming”, Cristina vai voltar a viver o seu passado após ter sido noticiado que o seu ex-noivo que a deixou no altar, Preston Burke (Isaiah Washington) ganhou um importante prémio do mundo da medicina, o Harper Avery. No episódio, Sandra Oh tem um tempo reduzido no ecrã, não devendo chegar a 10 minutos do episódio. A recordação de Cristina sobre Burke através da dita notícia torna-a completamente impotente e inanimada recusando oportunidades de se afirmar em cardiogodia perante Erica Hanh (Brooke Smith), preferindo ir para a desinteressante morgue. É na morgue que Cristina tem uma cena de encher o olho quando para lidar com o que sente começa a cantar a popular música “Like a Virgin”. A maneira como Oh lida o problema não só de relembrar Burke como o facto de não ser reconhecido nenhum mérito a ela na notícia é notável, especialmente perante todos os outros membros do hospital. É esta cassete, a única que Oh teve boa para submeter à academia nesta temporada e a que lhe conseguiu a nomeação. Ao contrário da sua colega de elenco Wilson, Oh após uma 3ª temporada cheia de material, esteve bastante esquecida na 4ª temporada. As probabilidades não são a seu favor para vencer o Emmy, ainda mais quando no ano anterior teve uma cassete enorme e perdeu para a sua colega de elenco Katherine Heigl.

QUADRO GERAL

Excluindo à partida Griffiths e dada uma temporada muito apagada de Oh, sobram três nomes, Bergen, Wilson e Wiest. Dada a trajectória descendente de carinho pela academia por Anatomia de Grey, o Emmy para Chandra Wilson não sendo uma opção de todo irrealista, é uma opção enfraquecida por esse factor. Sendo assim a luta pelo Emmy será entre Bergen e Wiest. A equipa do Hotvnews está mais inclinada para a primeira opção.

Previsões da equipa:

Candice Bergen (Boston Legal): Carlos Couceiro, Daniel Carronha, Duarte Faria, Mara Marques
Dianne Wiest (Terapia): Luis Lourenço, Paulo Ferreira
Chandra Wilson (Anatomia de Grey): Manuel Reis

Quem merece ganhar:

Chandra Wilson (Anatomia de Grey): Daniel Carronha, Duarte Faria, Paulo Ferreira
Candice Bergen (Boston Legal): Carlos Couceiro, Manuel Reis
Rachel Griffiths (Irmãos e Irmãs): Mara Marques
Sandra Oh (Anatomia de Grey): Luis Lourenço

Ausências:

Elisabeth Mitchell (Perdidos): Carlos Couceiro, Mara Marques
Melissa George (Terapia): Daniel Carronha
Rose Byrne (Damages – Sem Escrúpulos): Paulo Ferreira
Yunjim Kim (Perdidos): Carlos Couceiro

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6 Responses to EMMY’s 2008 – Melhor Actriz Secundária [Drama]

  1. Ao que tudo indica, a Dianne Wiest submeteu o primeiro episódio dela, o “Week 1”. Ainda assim, isto deverá andar muito renhido entre ela e a Candice Bergen…

    Muito boa análise, Paulo. Gostei bastante das referências à Melissa George e à Mia Wasikowska! 🙂

  2. PR diz:

    A ausência da Rose Byrne é para mim um crime televisivo!

    http://takea-break.blogspot.com

  3. Eu queria é que a Emily VanCamp estivesse nomeada! Ninguém se lembrou dela? Ninguém?

  4. Pipo diz:

    Sandra Oh ou Chandra Wilson! 😀

  5. PR,

    A Rose Byrne é dos poucos escândalos deste ano apesar dela ser notoreamente uma Lead Actress e não uma Supoorting como a querem fazer a ver se tem algumas hipóteses nestes prémios.

  6. lucienne diz:

    concordo que a ausência da Rose Byrne foi errado
    acredito que a Rose byrne deveria ser indicada e vencer, o trabalho dela em damages é excelente. E acredito que se ela estivesse no páreo venceria certamente.
    mas quem sabe ano que vem…
    Rose merecia ter sido indicada pela academia, mas pelo menos a Glenn close foi indica venceu e agradeceu a Rose e disse que ela deveria ter sido indicada, grande atriz e amiga
    bjs

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