
Título original: We Own the Night
De: James Gray
Escrito por: James Gray
Com: Joaquin Phoenix, Eva Mendes, Mark Wahlberg, Robert Duvall
Uma enorme evocação dos géneros do cinema americano.
Fala-se aqui dos (des)equilíbrios entre a vontade de independência e os laços de sangue.

Entre a vontade singular e o sentido de dever para com a família.
O drama remete para mitos distantes.
A rivalidade – admiração mal expressa – entre irmãos e, em última análise, a dedicação para lá de todas as circunstâncias.
Estes homens – que por serem irmãos estão mais à mercê um do outro – combatem-se até que os restantes guerreiros os acossem.
Aí são capazes de se reunir e salvar.
O estilo e a forma da narrativa remetem para os clássicos noir, western, ou para as suas reinvenções.

As personagens colocadas num mundo tipicamente masculino, sem concessões, onde a violência é a extensão – mais do que a manifestação – do mundo interior destes homens.
Um mundo interior que poderá ser mais cruel que o mundo exterior, uma Nova Iorque irreconhecível e negra.
Aliás, o filme termina como um bom noir (e como um bom western) com uma caçada solitária por entre um matagal em chamas.
Assim, a vontade irremediável de vingança como motor da solidão de um homem. A caçada como sintoma último da animalidade e da necessidade pela violência.
Catártico esse final, quase mítico.
Um final que expressa bem a realidade que nos conta o filme, a da irremediabilidade da condição de homens cuja genealogia é, por si só, uma força grandiosa.
James Gray consegue, apesar das invocações, definir um estilo próprio, intenso e pleno de acção que serve bem os seus actores.

Joaquin Phoenix, acima de tudo, mas também Mark Whalberg e Robert Duvall.
Um bom resultado que promete conquistas futuras.
Classificação: ![]()



Ao ler a noticia o filme pareceu me muito interessante, os actores são muito bons, tanto os novos (Whalberg/ Phoenix) como os mais antigos (Robert Duvall), faz me lembrar o filme “Quatro Irmãos”, onde também prevalecia os laços de sangue, a familia. Sem dúvida um filme com grande acção, suspense e também uma grande carga drámatica. A ver! lol lol
Entre muitas outras observações que podia fazer à tua review, (que como sempre, é fraquíssima) deixo apenas o seguinte:
Não imagino porque raio ignoraste por completo o desempenho da Eva Mendes. Não imagino mesmo. Ela está simplesmente p-e-r-f-e-i-t-a no papel de Amada, a namorada de Bobby. Ela e Phoenix (lê bem isto: este papel dele é uma das performances de 2008, com toda a certeza!) são do melhor que o filme tem! Enfim…
O pior de tudo é que até concordo (há uma primeira vez para tudo) com a classificação (estrelas) que deste ao filme. Mas como é evidente não chegamos a essa classificação pelos mesmos motivos.
We Own the Night está longe de ser a obra-prima que muitos querem fazer crer por essa blogosfera a fora mas é um Bom filme, de um realizador que faz poucos mas muito bem feitos.
Nuts, a tua perseguição ao meu trabalho é pura e simplesmente um acto de ódio que não se entende.
Não só não fiz nada que te ofendesse pessoalmente, como tens sempre essa alternativa de não ler o que escrevo, já que o consideras sistematicamente fraquíssimo.
É uma opinião claramente influenciada por esse ódio, o que qualquer pessoa pode ver, pois é impossível que entre todas as críticas que escrevi não haja uma que seja um bom trabalho – se assim fosse já há muito que não escreveria neste fórum.
Passo a responder ao único comentário digno de nota que fizeste.
O porquê de não ter referido o papel de Amanda é simples, não achei em nenhum momento que ela fizesse mais do que já fez com outra personagens: enchê-las mas não preenchê-las.
São leituras que se fazem do trabalho dos actores, que me levam a também não ver a interpretação de Phoenix como o exercício extraordinário que viu – desde logo porque já noutros filmes o vi trabalhar muito melhor.
Já agora, continua obsessivamente a dar importância à classificação, o menos significativo de qualquer crítica.
Chegou À mesma classificação que eu – e em mais uma prova do seu ódio mal contido lamenta-se por isso – mas não diz como nem porquê.
Não fala da sua noção do filme, mas usa de uma lógica retorcida para fazer ver que desaprova do meu trabalho.
Sim, discordamos no referente à interpretação de Eva Mendes, mas discordaremos verdadeiramente de seja mais o que for?
A sua última frase deixa antever que não, mas quer afirmar eternamente que sim, que as nossas opiniões nunca poderão coincidir.
O seu preconceito com o meu trabalho é gritante e, sobretudo, limitador para si.
Eu, por mim, estaria disposto a trocar opiniões consigo, mas para si isso é claramente impossível.
Continue determinado a “destruir” o meu trabalho que eu continuarei a realizá-lo enquanto os editores o quiserem e acharem útil ao blog.
Não posso acabar sem lhe deixar um repto.
Se o trabalho que eu faço é assim tão mau, então realize a sua própria crítica e submeta-a aqui ao blog, seja como autor convidado, seja num dos castings que são abertos.
Se o seu trabalho for bom, os editores certamente o publicarão (e descanso-o desde já pois não tenho intervenção nessas decisões).
Mas quantas vezes terá de ser afirmado aqui, que as reviews sejam elas do que for, é uma questão de absoluto gosto pessoal? Cada um sabe daquilo que gosta, cada um considera pontos fracos ou fortes das personagens, de forma diferente. As formas de expor as coisa não podem ser iguais. O mundo seria extremamente aborrecido se todos tivessem a mesma opinião. Troca de opiniões é salutar, discussões baseadas no carácter do autor ou da sua opinião são doentias.
O Nuts considera que o papel de Eva Mendes, genial. O Carlos não achou esse ponto digno de nota. E depois? O que é que isto interfere numa visão saudável do cinema?
Não podemos é basear as críticas em ódios pessoais ou o que quer que seja. E isto não me canso de dizer.
Muitas vezes não concordo com as reviews do Carlos, mas não me incomoda. Se achar necessário faço outra, como fiz recentemente com o Saw IV, a expor uma opinião totalmente diferente.
Convido o Nuts a fazer o mesmo em relação a “Nós Controlamos a Noite”! Expõe a tua opinião. Cá te esperamos. 😉
Nuts, bem vistas as coisas, o Carlos tem razão.
Você meteu na cabeça, não sei como, que este crítico é mau e fraco apenas porque as suas opiniões não coincidem com as dele. Isso é, na melhor das hipóteses, estúpido (e desculpe a brusquidão da palavra que usei).
Diz que a crítica é fraca e posso concordar com o facto de, por vezes, a linguagem do Carlos poder ser um tudo-ou-nada confusa.
No entanto não posso concordar consigo. As críticas do Carlos não são de todo fracas. Fracas serião se não expusessem qualquer aspecto do filme nem qualquer opinião sobre este. Visto que estas o fazem e de forma bastante clara e boa, não podem ser classificadas como fracas.
Se pudesse dizer em que aspectos é que são fracas, talvez se pudesse entender o seu ponto de vista.
Enquanto não o fizer, apenas se tem a impressão de que é alguém que gosta de embirrar com aqueles que não concordam consigo, sem apresentar quaisquer argumentos.
Desculpe, mas penso que toda a gente concordará comigo.
Até já estou a ver os headlines: Colaborador do hotvnews Carlos Antunes sente-se perseguido por leitor do mesmo blog. Motivo: este ter escrito que a última review de Antunes é “fraquíssima”? O drama, a tragédia, o horror.
Carlos Antunes, cresce mas é rapaz.
@ Tiago Ramos e pqmz:
1º Vejam o filme.
2º Tirem as vossas conclusões sobre as interpretações de Eva Mendes e Joaquin Phoenix.
3º Re-leiam o que escreveu o CA e em seguida experimentem fazer a vocês mesmos umas quantas perguntas simples como por ex: “não será o verdadeiro ponto forte do filme de Gary o conflito interior de Bobby?”; “We Own the Night é ou não um filme meticulosamente pensado até ao seu último plano?”; “Wahlberg e Duvall estão assim tão bem?”;”Aquela perseguição automóvel à chuva é ou não uma das melhores sequências do género dos últimos anos?”; “O que nos leva a ficar com a sensação de que apesar de We own the night ser um bom filme acaba por não ser bom o suficiente para entrar para a galeria onde estão alguns filmes de Scorsese, De Palma ou Coppola sobre esta temática?”
4º Ler novamente o texto do CA e ver se encontram lá alguma coisa sobre estas e outras reflexões que vos ocorram.
5º Vir aqui escrever de vossa justiça. Fica o desafio.
P.S. Carlos Antunes, andas prolífico em lapsos. Não é “Amanda”, é “Amada”. E já no The Bank Job trocaste o nome do realizador pelo de James Gray. Sugiro férias.
Nuts:
1º Vê um filme
2º Escreve uma review
3º Envia-a para Hotvnews@sapo.pt
4º Pára de desrespeitar as opiniões dos outros!
Nuts, enganos acontecem a todos.
A ti sugiro maturidade e respeito, além de não deturpares os factos.
Disseste que esta crítica era fraquíssima, como todas as que escrevo.
Se isso não é perseguição é, no mínimo, um insulto encoberto.
Uma crítica não precisa de ser meticulosa, nem precisa de abordar todos os pontos que tu julgas serem necessários abordar.
Cada um se relaciona com o filme de uma forma específica.
O importante é, sobretudo, motivar outros a ver o filme e gerar uma discussão saudável que apronfudará qualquer apontamento e gerará novas percepções sobre ele.
Caso tivesses começado logo por referir esse teu terceiro ponto, em vez de atirares acusações gratuitas – e baseadas apenas em diferenças de opiniões – teríamos falado seriamente sobre o filme.
Devo dizer-te que a comparação com os movie brats é sempre injusta para este realizador, que desde o primeiro filme que tem sido (mal) catalogado como o novo Scorcese.
Por isso mesmo, nunca referiria isso na crítica, nunca lhe pegaria por aí.
Sobre as interpretações, cada um de nós as vê de maneira distinta, não há nada a fazer, mas poderás constatar que falo de “We Own the Night ser um filme meticulosamente pensado até ao seu último plano”.
Pelo contrário, apenas acho que não é o conflito interior que move o filme, mas antes a ligação que se revela entre os irmãos e que parecia indiferente a Bobby.
A sua distância transforma-se em entrega.
É um jogo psicológico de Bobby, sim, mas que não é interessante pelo conflito (breve, aliás, dado que a sua decisão se precipita) mas pelas mudanças que nele se operam e que o levam a atravessar de um extremo ao outro, como personagem e como irmão/filho.