- Episódio: The Killer In Me (13/22)
- Temporada: 7ª temporada
- Canal: Sic Radical
- Primeira exibição em Portugal: 29 de Novembro de 2007
- Primeira exibição no E.U.A.: 4 de Fevereiro de 2003
“And then, apparently, someone told them that the vision quest consists of me driving them to the desert, doing the hokey pokey until a spooky Rasta-mama slayer arrives and speaks to them in riddles.”
Este episódio tem três histórias separadas, sendo que uma dessas histórias nos trás dois actores convidados de quem já tínhamos saudades (ou não). Comecemos por aí.
Kennedy (participação de Iyary Limon) é, sem dúvida, a mais irritante de todas as potenciais Caçadoras. E não digo isto por ser uma incondicional fã de Tara ou mesmo da relação Tara/Willow (Alyson Hannigan), pois, como já devem ter percebido, nunca gostei muito de Tara. Mas a verdade é que acabei por embarcar no ódio a Kennedy, tal como os fãs de Tara, mas pela simples razão de que a insistência e atitude geral desta me tiram do sério.
A sua táctica agressiva para conquistar Willow não me caiu bem, mas devo confessar que gostei do efeito que o beijo entre as duas provocou. Teve a sua graça voltar a ver Warren (participação de Adam Busch), especialmente não sendo o First. E mais ainda, falando e agindo como Willow. Mas claro que, melhor mesmo, foi voltar a ver Amy (participação de Elizabeth Anne Allen), em toda a sua maldade e poder. Gostei de todas as implicações que o beijo trouxe. O facto de Willow seguir com a sua vida depois da morte de Tara teria de acontecer eventualmente, mas foi bom podermos ver este tipo de reacção ao acontecimento, com o pânico de Willow esquecer Tara a transformá-la (obviamente com uma ajudinha de Amy) no homem que ela matou (e que, por sua vez, havia matado Tara).
A segunda história deste episódio também trás de volta recordações, mas, infelizmente, não temos direito a uma aparição de Mark Blucas como Riley. Mas temos uma visita ao que uma dia foi a Iniciativa, nesta altura completamente abandonada e destruída, consequências da luta que ali se travou anos antes.
O meu maior problema com toda esta história são os olhinhos trocados entre Buffy (Sarah Michelle Gellar) e Spike (James Marsters). Eu compreendo a preocupação dela em tentar salvá-lo. O Spike é um aliado de peso e tem se provado útil ao longo dos tempos. Tornou-se até, talvez, um amigo. Mas isso não invalida tudo o resto e acaba por dar a impressão que, se um vampiro tem/recupera a alma, Buffy tem de sentir por ele algo grandioso, o que acaba por banalizar a relação de Buffy e Angel, que foi um amor épico, goste-se ou não.
Não ficamos a saber que decisão Buffy toma em relação ao chip, se é reparado ou removido, mas tenho de confessar que gostei de ouvir Spike ser tratado por Hostile 17 novamente.
E chegamos então à terceira história deste episódio, que tem vindo a ser semeada desde o episódio Sleeper, em que Giles (participação especial de Anthony Stewart Head) fica a segundos de ser morto por um Bringer. Acho que toda a gente especulou, durante semanas, se Giles teria mesmo morrido e era agora o First ou se, por outro lado, teria, de uma forma milagrosa, escapado ao ataque. Especialmente porque, ao longo dos últimos episódios, não temos visto Giles ter qualquer contacto físico com nenhum dos Scoobies e mesmo contacto com objectos tem sido pouco e passível de ser fingido.
Portanto, e depois de um telefonema de Robson, a dúvida instala-se nos Scoobies, que partem ao encontro de Giles que havia ido para o deserto com as potenciais, para estas “falarem” com a Primeira Caçadora. A cena em que Xander (Nicholas Brendon), Anys (Emma Caulfied), Dawn (Michelle Trachtenberg) e Andrew (participação de Tom Lenk) encontram Giles tem alguma graça e acaba por confirmar que Giles está, de facto, vivo, apesar de ainda não sabermos como.