“The Incredible Hulk” revelado

Desde há uns bons largos anos que a Comic Con de San Diego tem servido como palco para a promoção dos mais diversos projectos, a maioria relacionados com o mundo da banda-desenhada (ou não fosse esse o seu mote principal). Com o crescente boom nas adaptações para cinema de super-heróis, o que outrora era visto com algum embaraço como uma convenção para um nicho específico de pessoas tornou-se num dos palcos principais de exploração dos mais diversos meios (jogos de vídeo, filmes, action figures). Não é de surpreender que um dos grandes ícones da Marvel revelou a sua nova imagem cinematográfica perante o público.

The Incredible Hulk” conta com um excelente elenco onde encontramos Edward Norton (Bruce Banner / The Incredible Hulk), Liv Tyler (Betty Ross), William Hurt (General Thaddeus “Thunderbolt” Ross) e Tim Roth (Emil Blonsky / The Abomination) nos principais papéis, sob a tutela de Louis Leterrier, realizador de “The Transporter” e “Danny the Dog“. O argumento é de… Edward Norton. Sim, leram bem. O protagonista, num gesto que não lhe é estranho (fez das suas em “American History X”), pegou no argumento de Zak Penn e reescreveu-o. Sendo um assumido fã do personagem da Marvel, foi um desafio cativante.

O filme assume-se como uma nova versão, sem relação com o filme de 2003, realizado por Ang Lee. Apesar de ter sido um flop, tanto a nível comercial como crítico, onde dividiu muitas opiniões, considero-o uma das grandes adaptações de uma banda-desenhada ao grande ecrã, talvez demasiado experimental para um público que reivindicava um “Hulk Smash !” sem fim. Oh well… puny humans, eheh !!!

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6 respostas a “The Incredible Hulk” revelado

  1. TGF diz:

    Parece ter mais potencial que o hulk de 2003, um filme que, sem querer entrar em discussão com o autor do post, achei francamente medíocre.
    Edward Norton inspira confiança…

  2. Não sei não…
    Leva-me a crer que a Marvel se calhar vai criar um problema maior para o Hulk e a confusão ao público. E na verdade, o Hulk de 2003 era, na minha opinião, muito bom porque a leitura de Ang Lee à personagem foi feita sobre contornos trágicos e oriundos de traumas, potenciando os dilemas humanos.

    No fundo Ang Lee, queria devolver ao Hulk, o sidrome do Frankenstein original e de Dr.Jekyl & Mr.Hide. Alguém poderoso mas incapaz simultâneamente de fazer face ao mundo em redor e que acaba por o perseguir por isso mesmo.
    Era uma abordagem mais profunda, aquilo que motivou Ang Lee. Isso até se percebe nas ligações das personagens do filme. Quase todas elas com antecedentes traumatizantes.

    Obviamente, que com tudo isto o filme desviou-se do tipo de Hulk action-star brutal destruidor que todos queriam mas mesmo isso está no filme, embora o que salta mais acaba por ser a história. Para mim, foi um filme atentar tratar o tema dos super-heróis de forma muito mais humana.

    Mas como a criação da personagem BD é do Stan Lee, ele está agora a tentar ter tudo o que criou a ser lançado directamente pela Marvel, par que se atribua os louros à casa que fez nascer tudo isto, os heróis imperfeitos, tal como faz há décadas com a BD.

  3. Já que entramos neste tema dos filmes de super-heróis BD e sem querer abusar, lanço um desafio mais objectivo ao pessoal que publica no Hotvnews.


    O desafio é igual ao que já me fizeram a mim, pelo que o passo para darem o vosso contributo mais profissional (se o entenderem) a este movimento nos blogs.
    Pensem num tema à vossa escolha e reúnam em torno desse tema 3 filmes que para vocês os achem representar bem. 
Depois é publicar um post e argumentar o porquê da escolha.

    Se quiserem podem dar uma vista de olhos no meu resultado e quem sabe seguir a genealogia de onde esta ideia surgiu (ver os comentários).
    http://armpauloferreira.blogspot.com/2007/10/transposio-da-bd-para-cinema.html

    Acredito que vai render posts muito interessantes vindos do pessoal do Hotvnews, que vivem bastante estas coisas da Sétima Arte.

  4. h0rus diz:

    Ñ SEI Ñ…
    o ultimo ja deixava mt a desejar, vamos lá ver..
    como gosto mt do Edward Norton …

  5. ArmPauloFerreira, como Bedófilo tão intenso como sou cinéfilo, fiquei muito agradado com o seu desafio.

    Apressei-me a ler a sua própria escolha e deparei-me com o argumento que mais me confusão me faz.
    Aceito em pleno que muitos fãs de BD escolham os filmes por esse critério, mas para mim há que saber distinguir entre os dois meios.
    Pensarei em fazer esse post – se for acordado pelo nosso director – e depois poderemos debater isto melhor.

  6. Já estou ansioso por me deliciar no teu post pois terás ainda mais capacidades de ir mais longe.

    Eu tentei ir pelo lado da BD que na minha opinião passou para o grande ecrãn de forma muito plena do conceito original ao resultado final, quer visual quer também ao nível das cedências obvias que a linguagem cinema impõe. No caso das escolhas que fiz parecem-me ter índices reduzidos de cedências a essa linguagem e foram escolhidos dentro daqueles que são os mais badalados também (para que qualquer leitor do blog os reconheça e identifique).

    A ideia de reunir os 3 filmes em torno de um tema é ser, ele mesma, um pouco genérica e abrangente ao mesmo tempo. Pode ser em torno de qualquer palavra: já vi sobre o destino, a vontade, etc.

    Recentemente surgiu este que saiu-se muito bem, de forma muito original e com uma argumentação de se tirar o chapéu…
    Vejam e comentam no proprio post do “H”:
    http://ireflexoes.blogspot.com/2007/11/o-repto-do-cinema.html

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