
A premissa deste filme é o rapto de uma menina com 4 anos em Boston, EUA. Esta história faz lembrar o caso de “Madeleine Mccann” o que prova que a realidade, por vezes, parece ficção.
Dorchester é um dos bairros sociais mais problemáticos de Boston onde a paz, a inocência e a fragilidade não têm lugar. O desaparecimento de Amanda McCready, da sua própria casa, leva a polícia e a imprensa e se esforçarem para encontrarem nos pistas sobre o seu paradeiro. Patrick Kenzie (Casey Affleck, Ocean’s Eleven) e Angela Gennaro (Michelle Monaghan, Missão Impossível III) são detectives particulares que inicialmente não contribuem na investigação porque não acreditam que possam contribuir neste caso. Mas quando os esforços das diversas entidades não apresentam resultados, a
dupla vai unir-se e trabalhar com o fim de encontrar Amanda. À medida que o processo se desenrola, eles descobrem que o desaparecimento está envolvido no mundo do crime americano. Os traficantes e os demais criminosos vão pôr em risco as suas relações e até as suas próprias vidas.
O elenco conta ainda com a presença de Morgan Freeman (Evan Almighty) , como o chefe de polícia Jack Doyle, e Ed Harris (As Horas) vestindo a pele do detective Remy Broussard.
Este é o primeiro grande filme que Ben Affleck (Hollywoodland) dirigiu e produziu. Além disso, Affleck adaptou para o cinema juntamente com Aaron Stockard, a obra literária de Dennis Lehane. Assim Gone, Baby,Gone é o quarto livro da série protagonizados pelos dois detectives Kenzie e Gennaro e o segundo a ser adaptado para o grande ecrã, após Mystic River por Clint Eastwood, que recebeu dois Óscares em 2004.
A escolha de Affleck para a direcção do filme e do seu irmão Casey para protagonista da história não agradou muito os fãs de Lehane. Mas as opiniões concretas só irão chegar quando o projecto da Miramax for distribuído pela Touchstone Pictures, nos EUA, a partir de 19 de Outubro. Em Portugal a estreia ainda não foi divulgada. Até lá pode ler o livro que é considerado por muitos como um dos melhores livros policiais.



Se me é permitido, näo querendo desfazer do trabalho de um colega que é, no geral, muito bom, há dois pontos que gostaria de criticar o mais constutivamente possível.
Primeiro, a referencia a Madeleinne parece-me quase gratuita!
Raptos de criancas ocorrem aos milhares todos os dias em todos os lugares do mundo (li num artigo sobre isso que durante a primeira semana em que se Madeleinne andou desaparecida, 30 criancas foram raptadas só em Londres).
A realidade é mesmo pior que a ficcäo, mas parece que só se lhe dá importäncia quando se passa no nosso quintal, sinal trista da pequenez do nosso Portugal.
Segundo, destacar Morgan Freeman por evan Almighty é um erro.
Afinal o homem ganhou 1 dos 4 Oscars para que esteve nomeado, tem prémio de interpretacäo de Berlim e uma carreira brilhante onde Evan näo se inclui.
Pode trazer um ponto de actualidade (um pouco como a Madeleinne) mas até para uma questäo de descoberta por parte do leitor, o destaque deveria (e o actor merecia) ser outro.
Ah, e já agora, apesar de ter percebido o que querias dizer na frase sobre este ser a segunda adaptacäo de um livro de Lehane, na realidade parece que se trata do segundo livro da dupla de detectives que está a ser adaptado.
Desculpa lá o “massacre”, espero que facas o mesmo quando me tocar a mim!
Carlos, realmente foi uma má construção de frase. Nem me apercebi! Está certo como dizes. Quanto ao caso da Madeleine, referi-o porque apesar de não ser o único, que como dizeste “raptos de crianças ocorrem aos milhares todos os dias em todos os lugares do mundo”, a mãe da menina no filme também é vista como um bode expiatório a certo ponto da investigação. Tal como está a acontecer agora. Sem querer esquecer as outras crianças, este filme fez-me lembrar este caso porque queiramos ou não, estamos a par dele todos os dias.
Já sobre o Morgan Freeman, o destaque para Evan Almight é pela simples razão de estar neste momento nos cinemas.
As criticas são sempre bem-vindas porque é assim que melhoramos o nosso trabalho! Obrigada =)
Eu sei, por isso mesmo não te inibas de fazer o mesmo nos meus posts!
Um abraço!
Permite-me discordar Carlos Antunes! A referência a Madeleine não é de todo gratuita. Porque o filme tem mesmo muitas semellhanças com o caso: não é só o facto de tratar do desaparecimento de uma rapariga, mas sim de uma rapariga de 4 anos chamada Madeleine! E depois é loira e muito muito parecida com a “verdadeira” madeleine. Já para não falar da mãe, igualzinha a Kate. Há de facto muitas (e incríveis) semelhanças que, não fosse o facto de ter sido filmado antes, jurar-se-ia que era baseado no trágico acontecimento do Algarve!
http://frequenciajovem.blogspot.com
Oh Frequência Jovem, então o filme é baseado num livro editado muitos anos antes deste acontecimento e acha verdadeiramente que o Caso Maddie é essencial para definir o filme?
Quantos casos de crianças desaparecidas ocorreram somente no nosso país, muitos deles pouco noticiados?
Quantos casos ocorreram por essa Europa fora?
Quantos casos ocorreram do outro lado do Atlântico?
Quantos casos ocorrem todos os dias em países do hemisfério sul?
As coincidências que refere são apenas isso e acho que essa referência, se ficasse agarrada ao filme para o futuro acabaria por ser uma incógnita para o futuro público. Muito menos deve ser usada como pseudo-promoção para o filme.
Agora, que no nosso país a única notícia que retira este desaparecimento da abertura dos telejornais seja o pseudo-murro do senhor Scolari é de uma profunda mediocridade e, só por isso, me parece gratuito que se associe a divulgação do filme ao caso da Maddie, (infelizmente) típico acontecimento excepto neste rectângulo à beira-mar plantado que não tem mais sobre o que falar!
Ficção é ficção e realidade é realidade e se não há quem consiga distinguir isso e seja influenciado pelo filme, então escuse-se a vê-lo!
E, já agora, a estreia do filme foi adiada no Reino Unido, numa profunda falta de cojones dos envolvidos.
Como as reacções extremadas aquando do 11 de Setembro que obrigaram à “morte” de muito filmes.
Se o público está ou não preparado para enfrentar estes acontecimentos em cinema é uma decisão que cabe apenas ao público.
Mas, claro, o politicamente correcto é, ainda e sempre, o maior castrador da Arte!
De facto as coicidencias são incriveis.
É verdade q o filme foi gravado antes…
Objectivo dos realizadores e produtores ou sei lá mais quem!?…SUCESSO!!
O desaparecimento de Maddie parece ser o cenário perfeito para garantir o sucesso desse filme independentemente da data de estreia.
Muitas coicidências…