Review: Dr. House – Fetal Position (17/24)

  • Episódio: Fetal Position (17/24)
  • Temporada: 3ª temporada
  • Canal: FOX
  • Primeira exibição em Portugal: 10 de Maio de 2007
  • Primeira exibição nos E.U.A.: 3 de Abril de 2007

Neste episódio voltamos a ser lembrados do desejo de Cuddy (Lisa Edelstein) de ter um filho, algo que só muito de vez em quando é abordado, ainda que tenha tido direito a todo um story arc na temporada passada, mas entretanto foi esquecido.

A paciente desta semana é Emma Sloane (participação de Anne Ramsay), uma fotógrafa conceituada, ou pelo menos assim somos levados a entender, uma vez que ela está a fazer uma sessão fotográfica com Tyson Ritter, baixista e vocalista dos All-American Rejects. Durante a sessão, Emma sente-se mal e percebe que está a ter uma trombose, provavelmente provocada por um coágulo no coração ou nos rins. A particularidade deste caso é que Emma está grávida de 21 semanas.

A equipa tenta descobrir a causa do ataque de Emma, mas nada parece encaixar, até House (Hugh Laurie) se lembrar que Emma pode estar a sofrer de Síndrome de Espelho, provocado pelo feto, em sofrimento e que está também a provocar a falência dos orgãos de Emma.

Emma continua a piorar e a equipa faz um exame ao feto para tentar determinar se há algum problema com este e se House está certo e descobrem uma obstrução na bexiga, que impediu o desenvolvimento dos pulmões da criança. Parece que tudo vai correr bem e Cuddy, que está mais envolvida neste caso do que em qualquer outro, garante a Emma que House é o médico indicado para salvar o seu bebé (que House insiste em chamar de feto, segundo ele, para não criar expectativas e porque não quer saber. Mas Emma tira-lhe uma fotografia enquanto este a examina que indica exactamente o contrário. Estará o lado soft de House a vir ao de cima?).

Mas Emma não melhora, entrando em falência hepática (com direito a pele e olhos amarelos e tudo!). A solução de House é tirar o bebé para salvar a mãe, algo que Emma rejeita terminantemente. Quem também rejeita essa solução e Cuddy, que se auto-intitula médica do feto e começa a dar esteróides a Emma para acelerar o desenvolvimento dos pulmões do bebé, uma vez que em princípio o problema estará aí. Mas os esteróides não funcionam rapidamente o suficiente e fazem com que Emma fique cada vez pior. Isto leva Cuddy a multiplicar a dose de esteróides. Os três estarolas, preocupados com a saúde mental de Cuddy, convencem Wilson (Robert Sean Leonard) a ir tentar meter algum juízo na cabeça de Cuddy, um pouco como Cuddy costuma fazer com House. E tal como com House, as tentativas são perfeitamente inúteis, porque se há coisa que o Princeton Plainsborough Hospital tem, é médicos teimosos como tudo!

Mas, tal como com House, o plano de Cuddy resulta. Ela depois não sabe é o que fazer com os novos pulmões da criancinha, o que a leva a ir a correr ter com House, implorando-lhe para voltar ao hospital, para a ajudar a salvar Emma e o bebé. Este decide que, já que toda a gente teima em tratar o feto como uma pessoa, o vai operar como a uma pessoa normal, abrindo a barriga de Emma e operando-o directamente. Durante a cirurgia e após ver e tocar no bebé, House “amolece”, numa cena altamente previsível e até ligeiramente enjoativa, desenhada para nos fazer pensar “Ah, afinal o House tem mesmo coração!” e ficarmos muito felizes por, afinal, o nosso médico preferido não ser um arrogante insensível e ter, afinal de conta, sentimentos como todos os outros seres humanos! É, portanto, a náusea total! House até passa a tratar o feto por bebé à frente de Emma e tudo! Mas adiante…

No rescaldo de serem descobertos por House no armário das vassouras, Cameron (Jennifer Morrison) desespera por House não ter comentado nada. Chase (Jesse Spencer) acusa-a de estar chateada por House ter ignorado a situação e não estar mortinho de ciúmes de Cameron.

Mas House nunca ignora nada e faz questão de contar a Foreman (Omar Epps) e a Cuddy que Chase e Cameron estão envolvidos, algo que dá azo à conversa machista do costume, de que Cameron vai sair magoada da situação. Mas, através das fotos de Emma, ficamos a saber que Chase gosta mesmo de Cameron, pela forma como olha para ela e que, afinal, quem vai sair magoado não é ela, mas sim ele.

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10 Responses to Review: Dr. House – Fetal Position (17/24)

  1. nirky diz:

    Um bom episódio para os Cuddy lovers, que há muitos por aí. x)

    Os episódios de House são sempre melhores quando há mais Wilson e Cuddy do que ducklings e este não foi excepção. A paciente era excelente! E é sempre bom ver a Cuddy em House mode. 😆

    Mas o melhor episódio da temporada para mim é o 18, o que deu esta semana na FOX. Super fantasioso e irrealista, mas só pelo que me fez rir já vale pela temporada inteira!XD

  2. Constança Lobo diz:

    Espero a meio da próxima semana já ter essa review pronta! Também gostei muito desse episódio.

  3. Este episódio começou de uma forma “estranha”: aquela preocupação “excessiva” do House logo no início pareceu-me um pouco estranha. Nesta temporada, temos vindo a verificar que o House (tal como várias outras personagens) tem vindo a “desenvolver-se”, mostrando outros traços da sua personalidade, um lado mais humano. E vemos isso a acontecer desde o excelente episódio (para mim) “One Day, One Room”. Mas a preocupação do House neste episódio soou-me a falsa; talvez se tivesse sido feita de forma gradual, tal como ele foi considerando o fecto como sendo um bebé de forma gradual…

    De resto, o episódio salva-se por fazer aquilo que a 3ª temporada faz muito bem: mandar os casos clínicos plantar bananas e focar as relações entre as personagens principais. Vemos que Cuddy não ultrapassou ainda a vontade de ser mãe, vemos que, tal como já foi provado em outros episódios, o House influenciou cada um dos outros na sua maneira de trabalhar/estar na vida, o desenvolvimento no relacionamento da Cameron com o Chase, e, consequentemente, ver que o interesse dela poderá ser apenas provocar alguns ciúmes em House…

    Foi um bom episódio, que deixou uma questão em aberto: quanto tempo mais irá Chase levar até compreender que Cameron não gosta realmente dele? 😉

  4. nirky diz:

    Eu sou um pouco tendenciosa no que toca à série, mas interpretei a preocupação pouco natural do House como resultado do que ele próprio disse à Cuddy que ela estava a fazer. Não me fiz entender lá muito bem… xD Basicamente, ele disse à Cuddy que ela estava mais envolvida naquele caso e estava contra o aborto, porque se revia no caso da Emma. Da mesma forma, o House acaba um pouco por ver a Cuddy na paciente e prefere a morte do feto/bebé, porque isso significaria manter a Cuddy viva. Ou a Emma, no caso real. Mas pronto, perceberam a ideia. É uma espécie de analogia do caso da Cuddy na doente. 😛

    Fico à espera dessa review, Constança, o episódio foi fantástico. 😉

  5. Por acaso, não tinha visto as coisas por esse prisma. Bem visto, nirky. 😉

  6. Achei que essa preocupação era na verdade a sua determinação em defender a Razão acima da Emoção.
    No fundo, a sua insistência de que o feto não é um ser humano servia o seu propósito de se manter absolutamente racional.
    O problema é que, apesar de se ter vindo a notar a humanização de House, o pormenor da mão da criança foi demasiado forçado neste momento de vida do House e isso, para mim, foi mais um golpe de faca na vida desta série entre as que sigo!

  7. […] de supor um certo… amolecimento por parte de House, ainda que subtil. Mas não. Depois de Fetal Position não vemos nada que remotamente dê a ideia de que House está mais humano e se preocupa mais. […]

  8. […] 23:05- Dr. House (3ª Temporada; Episódio 17; com review de Constança Lobo) […]

  9. carolina diz:

    Bom brutal este episodio de house!!!!
    eu Veijo o House á poco tempo por issdo ainda não vi este episodio!!! Gosatava muito de ver é BRUTAL

  10. Luucaas diz:

    Nossa, esse epísódioo é reaalmeente emociionaante. Chase e Cameron juntos, ja dava pra perceber ha bastante tempo… mesmo a Cameron goostaando de House (?). Recoomendo esse episódio 🙂

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