Review: Prison Break II- Chicago (16/22)

                           

  • Episódio: Chicago (16/22)
  • Temporada: 2ª Temporada
  • Canal: RTP1
  • Primeira transmissão em Portugal: 6 de Maio de 2007
  • Primeira transmissão nos EUA: 5 de Fevereiro de 2007

É o amor e a vingança, o sentimento de justiça, que motiva grande parte das personagens e das suas acções neste episódio, sempre com o propósito de encontrarem a “luz” que os conduzirá no sentido certo, num sentido que os conduzirá para fora do “labirinto” em que as suas vidas se tornaram.

Este é o episódio dos reencontros; e qual deles o mais importante. Há o reencontro de Sara (Sarah Wayne Callies) e Michael (Wentworth Miller), com uma troca de olhares revelando confiança e esperança entre o casal; entre a própria Sara e Lincoln (Dominic Purcell), que tenta, em vários momentos, tranquilizar, agradecer e desculpar-se perante a médica; e, finalmente, o reencontro por que muitos esperavam, o de Sara com Kellerman (Paul Adelstein). Sara não esqueceu a tortura por que passou nas mãos daquele homem no episódio Bolshoi Booze, revelando que não vai deixar este acontecimento passar em branco.

Para começar, Michael e Lincoln, especialmente o primeiro, tentam ajustar contas com o agente federal. Mais uma vez, Michael comprova todo o amor que sente por Sara, ao defender a honra da amada, que se mostrará durante a maior parte do episódio uma mulher ressentida, abalada, sem saber para onde ir, dada a confusão que se instalou na sua vida durante as últimas 3 semanas, o tempo em que tem decorrido toda esta 2ª temporada. E vai ser exactamente com Michael que Sara vai dar conta de toda a sua frustração… Mas já lá vamos.

Agora que Steadman realmente morreu, a solução para todos os problemas é mesmo tentar descobrir que portas abrirá a chave que Sara encontrou junto do corpo do seu pai em Buried. Mais uma vez, Kellerman mostra ser uma peça fundamental nesta aventura, pois sabe para onde se deverão dirigir para descobrir de onde é a chave: para Chicago, mais propriamente para um clube onde o Governador Tancredi deveria fazer parte. Até aqui tudo bem; porém, o espectador vê que Kellerman poderá não ser de confiança, já que continua a atender os telefonemas de Caroline (participação de Patricia Wettig), que lhe pede que encaminhe os dois irmãos para… Chicago.

Vai ser, justamente, no caminho para Chicago, de comboio, que Sara revelará que já não é a doce médica que conhecemos na temporada passada. Como já disse na review do episódio Disconnect, Sara tornou-se numa action heroe, de tanta importância quanto Michael ou Lincoln. O seu olhar deixa transparecer raiva, rancor e uma forte vontade de fazer justiça pelas próprias mãos. Aproveitando um momento de distracção dos homens com quem viaja, Sara vinga-se, de certa forma, de tudo por que está a passar, tentando estrangular Kellerman. Scofield e Burrows conseguem impedir uma tragédia maior, mostrando um Kellerman revoltado, que não está ali para brincadeiras. E talvez seja este um dos motivos que o farão vacilar na sua ajuda para que Lincoln e Michael…

Ainda dentro do comboio, assistimos a uma cena intensa entre Michael e Sara. Como já referi em cima, Sara dá-lhe conta de toda a frustração que está a sentir, o seu desejo de voltar a ser o que era dantes, antes de conhecer Michael… No entanto, e para contentamente do próprio Scofield e do público, a médica garante que não se arrepende de se ter apaixonado pelo seu ex-paciente/recluso. E, pela primeira vez, podemos ver que poderá mesmo existir uma “luz” ao fundo do “túnel” para o casal, numa cena emocionante, que resultará num beijo, que só não dá lugar a algo mais pois são ambos interrompidos…

Em Chicago, Kellerman mostra que não é assim tão ingénuo… Rapidamente, o agente começa a estranhar os telefonemas constantes de Caroline, acabando por descobrir que não se trata, de facto, da Presidente dos EUA, mas sim uma outra mulher a serviço de Kim (participação de Reggie Lee). Felizmente para Lincoln, Kellerman não voltou para o outro lado. No entanto, é bem visível que Kellerman não é de confiança. Se fosse, de facto, Caroline ao telefone, Kellerman não exitiria nem um minuto em entregar os dois irmãos e a médica; só não o fez porque percebeu a tempo que tudo não passava de um esquema de Kim. Até que ponto poderá Lincoln contar com a ajuda de Kellerman?

Ainda em Chicago, Michael e Sara preparam-se para entrar no tal clube para descobrir o que abre a chave. E é nesta altura que se dá um dos momentos mais esperados pelos fãs do casal e de Prison Break. Se ainda havia dúvidas sobre isso, Michael confessa a Sara que também não se arrepende do que sente por ela, mostrando-se um homem completamente apaixonado. Sara é apanhada de surpresa por esta declaração, e, embora pareça que regiu com alguma frieza a este momento, a verdade é que tudo isto lhe dá uma “força” especial para encontrar com Michael a “luz” ao fundo do “túnel“.

Esta é, justamente, a última cena do episódio, que é mostrada, paralelamente, à última cena de Haywire (participação de Silas Weir Mitchell) em Prison Break.

Contra a sua vontade, Mahone (William Fichtner) é encarregado por Kim para apanhar Haywire. No entanto, e apesar de só querer acabar com toda esta loucura para se livrar d’A Companhia e colocar a sua família a salvo, Mahone mostra que Michael e Lincoln são bastante importantes para ele, especialmente o primeiro; a sua captura já se tornou numa caçada pessoal, comparável a que efectuou para apanhar Shales. Por isso mesmo, e para se inteirar da captura dos dois irmãos, Alex consegue com que Bellick (Wade Williams) seja libertado, ajudando-o, dessa forma, a apanhar os restantos 8 de Fox River (aliás, mais uma vez, vemos a prisão ser deixada para trás). Bellick fica radiante com esta promoção, e a cena em que tenta arranjar uma frase de apresentação marcante é hilariante.

O ex-guarda prisional consegue encurralar Haywire, que estava a ser procurado também pelo assassinato do pai de Sasha (participação de Kaley Cuoco), ocorrido no episódio anterior. Mahone dirige-se para o local e tem uma conversa intensa com Haywire, na melhor cena do episódio, que, como já disse, vai sendo sobreposta à cena da tímida declaração de amor por parte de Michael a Sara. Mahone diz algo a Haywire que caracteriza tudo o que temos vindo a assistir nesta 2ª temporada, desde a própria história em si, até às acções tomadas pelas personagens.

  • “Sentes-te encurralado, não tens opções, e… foste apanhado numa situação que não controlas. (…) Cobram-te tudo, e tudo o que tu queres é fugir. Mas fugir para onde? (…)”

Isto tanto pode aplicar-se a Haywire, como se pode aplicar ao próprio Mahone, a Michael, a Lincoln, a Sara e a todos os outros. Façam o que fizeram, estão “encurralados” num “labirinto” que não “controlam“, um “labirinto” que parece não ter saída. E é Haywire quem tenta encontrar uma “saída” para esse “labirinto“, ao suicidar-se. Nesta cena, Mahone mostra-se bastante dividido: por um lado, a morte de Haywire é-lhe conveniente para que ele próprio saia do “labirinto“; por outro, ele acredita que esta é uma maneira de se encontrar paz, a “luz ao fundo do túnel” para toda esta confusão, evidenciando todo o tom cordial na sua conversa com Haywire, uma conversa quase que entre pai e filho. E é exactamente isto que significa o amor para Michael e Sara: uma “saída” para o “labirinto” em que se encontram.

Para além de tudo isto, voltamos a ter notícias de C-Note (Rockmond Dunbar) e T-Bag (Robert Knepper). E, mais uma vez, as histórias destas duas personagens mostram ser completamente desinteressantes e entediantes. É natural que não podem desaparecer de um momento para o outro, mas, ao menos, os produtores bem que podiam ter arranjado histórias mais aliciantes para as personagens. A de C-Note sendo feito refém no café é completamente descartável; a de T-Bag, embora já comece a ficar completamente aborrecida, vai de encontro ao espírito do episódio. Bagwell quer à força fazer da família de Susan (participação de K.K. Dodds) a sua família, pois, para ele, é esta a sua “luz” que o conduzirá para fora do “labirinto“. No entanto, espero, sinceramente, que esta história seja melhorada nos próximos episódios.

Foi um episódio bastante agradável, que vem de encontro ao espírito dos episódios nesta segunda metada da temporada. Sara protagonizou alguma das melhores cenas do episódio, mas, para mim, a derradeira cena, ao som da música “Home” de Alexis Murdoch da semana salvou o episódio propriamente dito. Aliás, para mim, esta é uma das melhores cenas de sempre de Prison Break, dada a simplicidade com que se caracterizou todas as personagens da série e, de uma maneira metafórica, o louco percurso efectuado por cada um de nós no nosso dia-a-dia, em que procuramos insistentemente por uma “luz” que nos conduza para fora do “labirinto” da rotina. Destaque final para mais uma interpretação perfeita de William Fichtner.

Para a semana, há mais episódios de Prison Break, à hora do costume. Podem contar, também, com as reviews aqui no Hotvnews. Para já, fiquem com o trailer do episódio 17, Bad Blood. Até à próxima!

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3 respostas a Review: Prison Break II- Chicago (16/22)

  1. sarah diz:

    Na minha opinião foi um bom episódio. O encontro de Michael e Sarah (não sou eu, embora não me importasse nada…) já se esperava à muito e a proximidade entre os dois foi bom para “aliviar o ambiente” pesado desta tramoía toda. Também adorei ver a cena com o T-Bag! A personagem está muito bem construída e o actor é excelente! A maneira como manipula e encanta as pessoas é extraordinário, odeio e adoro ao mesmo tempo. O Robert Knepper está de parabéns.

  2. vasco diz:

    Concordo q os autores da serie devessem dar rapidamente um final ao t.bag. Acho que a personagem esta a “arrastar-se” e faz cada vez mais sentido tira-lo da serie…claro q com um final em grande, pois ele merece-o pela season 1

  3. […] tal como o episódio anterior, é também um episódio de reencontros. Temos o reencontro emocionante de Sucre (Amaury Nolasco) e […]

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