The OC – Review: The Chrismukk-Huh? (7/16)

Episódio: The Chrismukk-Huh?
Temporada:

Canal: Fox
Primeira Transmissão em Portugal: 25 de Abril de 2007
Primeira Transmissão nos E.U.A: 14 de Dezembro de 2006

The Chrismukk-Huh? presenteia-nos com mais um Natal em Newport. Um episódio que se junta aos anteriores na missão de tirar do «coma» a série The O.C (e já vão perceber o porquê das aspas na palavra coma).

É Natal em Newport e começamos o episódio com um Ryan (Ben McKenzie) que não sabe se há-de convidar Taylor (Autumn Reeser) para a ceia de natal, pois convidar significa que está assumir uma relação com a jovem. E lá estamos nós perante as dúvidas e incertezas do jovem Ryan, cuja premissa de «não quero magoar ninguém» o faz ficar sempre de pé atrás. O certo é que ele decide fazer o pedido a Taylor e se tudo já estava resolvido na sua cabeça, eis que Ryan encontra, no meio da correspondência dos Cohen, uma carta da falecida. Isso mesmo. Marissa Cooper (Mischa Barton) volta à carga!

Taylor rejeita o convite das Cooper para passar o Natal em Riverside. Se há coisa que Taylor sabe fazer e bem é «sonhar» e desta vez está convicta que Ryan a irá convidar para a ceia em casa dos Cohen. Ora, quanto maior é o sonho, maior é a queda (este provérbio não é bem assim, mas resolvi adaptá-lo e também já vão entender o por quê): Ryan, que está a pendurar as luzes de natal, acaba por não convidar Taylor e sobe as escadas para terminar a tarefa. Não satisfeita, Taylor decide segui-lo. Resultado: os dois perdem o equilíbrio e caem ao chão. O que se segue, quanto a mim, foi muito previsível. Logo vi que os dois tinham entrado em coma profundo e que toda a história a partir da cena da queda não passava de um mero sonho.

Quando Ryan «acorda» depara-se com um mundo diferente, um mundo do qual ele nunca chegou a fazer parte. Estamos perante um exemplo de como seria Newport, ou mesmo a série The OC, se acaso Ryan não existisse. Ora, a inexistência de Ryan iria afectar o relacionamento e comportamento das restantes personagens, se não atentem às modificações que muito me surpreenderam: Kirsten (Kelly Rowan) é uma mulher fria e calculista, divorciada de Sandy (Peter Gallagher) e casada com Jimmy Cooper (participação de Tate Donovan), ex-marido de Julie e antigo namorado de Kirsten; Julie (Melinda Clarke) é uma pessoa dedicada a causas sociais que tenta ajudar os mais desfavorecidos (hilariante!); Sandy é agora presidente da câmara de Newport e está casado com Julie (Meu Deus!); Seth (Adam Brody) é um jovem bastante perturbado e apaixonado por Summer que nem sabe que ele existe, tal como no início da primeira temporada, e Summer (Rachel Bilson) é uma rapariga fútil prestes a casar com Che (participação especial de Chris Pratt) que por sua vez é amante de Julie! E neste ponto dei comigo a fazer figas para que tudo não passasse de uma mera fantasia.

A cena seguinte veio confirmar a minha suspeita de que tudo não passa de um sonho. Vemos Ryan e Taylor deitados, lado a lado, no hospital. Tenho a impressão que já vi cenas semelhantes noutros sítios… De volta ao coma, Taylor encontra-se com Ryan na Newport imaginária e chegam à conclusão que estão num universo paralelo e que devem intervir para que tudo volte à normalidade. Muitas das descobertas acerca dos procedimentos das personagens anteriormente descritos, foram presenciadas por Taylor, inclusive o facto de no universo paralelo ser um rapaz e de uma das Cooper estar a frequentar Berkeley e prestes a chegar a Newport para festejar o Natal em família. Se Taylor ficou perplexa, mais fiquei eu e por momentos pensei que a actriz Micha Barton fosse participar neste episódio.

No aeroporto, Ryan aguarda pela chegada de Marissa e assim que vê uma rapariga com um casaco da Universidade de Berkeley corre na sua direcção. Um momento para suster a respiração e logo soltar um «ufa» depois de descobrirmos que afinal a tal Cooper era Kaitlyn (Willa Holland). Impressionante a semelhança entre as duas actrizes ou apenas uma boa jogada por parte da equipa de filmagens. A mim pelo menos convenceu, levando-me a considerar o momento mais alto do episódio. Quanto a Marisa, não há mesmo nada a fazer. Esta morreu vítima de overdose, imaginem só, em Tijuana! Precisamente o mesmo sítio onde Ryan a salvou na primeira temporada.

A par de tudo isto, no mundo real, de salientar a constante procura da mãe de Taylor, Verónica (participação de Paula Trickey; Asas nos Pés), por parte de Kirsten e Julie. Quando finalmente a encontram, prestes a embarcar numa viagem, Verónica não mostra qualquer tipo de preocupação e sofre uma ameaça de Julie: se não for ver Taylor, Julie diz ao segurança do aeroporto que ela tem uma bomba. No meio de tanto drama, só mesmo Julie para animar a história, merecendo da parte de Kaitlin um elogio com referência à série 24 Horas, pois a atitude da mãe foi mesmo «à Jack Bauer».

E no universo paralelo, Taylor e Ryan conseguem fazer com que tudo regresse à normalidade, o que os ajudará a voltar ao mundo real. Taylor é a primeira a regressar depois de confrontar a mãe (a qual continua a mesma pessoa frívola de sempre). Ryan, consegue fazer o mesmo após discursar para Kirsten, Sandy, Seth e Summer, defendendo que devem permanecer juntos. Um discurso que primou pela sinceridade e simplicidade.

Agora com uma Taylor de volta ao mundo real e bem acordada, segue-se uma cena que me pôs os cabelos em pé e desejar apertar o pescoço a Verónica. Esta, quando vê a filha sã e salva, mostra-se descontente por ter perdido o avião. Não admira que Taylor seja a pessoa insegura que é pois com mães destas, quem é que precisa de uma madrasta? Na cena seguinte ficamos finalmente a saber o que continha a carta escrita por Marissa a Ryan: Marissa diz que tem de deixar Newport para que possam seguir as suas vidas, mas que o ama muito. Mais um momento que em nada me surpreendeu.
Para terminar, e antes de acordar do coma, vemos Ryan na praia, no «pier» que Marissa frequentava, a ler a dita carta. Assim que Ryan acorda a família e os amigos começam então a celebrar o Christmukkah.

Não vou dizer que foi um episódio que muito me agradou. Já assistimos a melhores natais em «terras dos Cohen». Achei desnecessária a reminiscência a Marissa Cooper, pois, quanto a mim, a sua história já estava mais que resolvida e arrumada. Por outro lado, a história do coma é um «cliché». Todavia, penso que este Chrismukkah conseguiu ser divertido e interessante, pondo-nos a pensar que série seria esta se Ryan não existisse. Referência para a música «Into Dust» por The Escape.

Editado por Carlos Couceiro

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5 Responses to The OC – Review: The Chrismukk-Huh? (7/16)

  1. Vou ter de discordar contigo, Mara.

    Eu acho que trazer de novo o assunto “Marissa” era necessário. O Ryan não podia começar a relacionar-se assim, quase de repente, com a Taylor sem “enterrar” a Marissa, uma figura tão importante na sua vida. Era necessário para que o Ryan percebesse que ele salvou Marissa, só que o destino dela já estava traçado há muito, ele só o prolongou.

    Ah, e o Ryan neste universo existia; só não vivia em Newport. Acho que também seria interessante mostrar no que se teria tornado o Ryan se o Sandy nunca o tivesse adoptado…

    O mais espantoso de tudo, é que o episódio serviu para mostrar o quão importante foi a chegada do Ryan à cidade. O Seth continuaria a ser o cromo que era no início; a Summer continuaria a ser a mesma fútil do início; a Kirsten continuaria a ser a “rainha do gelo” que era no início; o Sandy seria o homem que mostrou ser na temporada passada; a Sandy e o Kirsten iriam separar-se; a Kaitlin mostraria toda a sua inteligência e garra ao ser a mais nova caloira de Berkerly… Acho que, mesmo assim, os únicos que ainda lucrariam com esta situação eram a Julie e o Jimmy: ela estaria casada e rica, e ele estaria casado e rico, sem quaisquer problemas. 😆

    Foi um bom episódio; pena que tenha sido o último Chrismukkah…
    Boa review. Cumps

  2. Chimichanga diz:

    Acho que foi bom relembrar a Marissa.
    A Summer continua a ser fútil, mas o que mostra é que ela continuaria a ser PINDÉRICA, como era na 1ª temporada, aliás, até acho que ela estaria bem pior. Mas fútil ela será sempre 😀

    Foi demais, ver o Sandy e a Julie juntos…que riso.

  3. Bruno Sarmento Melo diz:

    Mara, pela primeira vez discordo totalmente contigo, pois era essencial a referência à Marissa, que foi a personagem mais marcante de the o.c.. discordo também quando dizes que não foi dos episódio mais divertidos. axo k foi dos melhores da temporada!!! o chrismukkah da 3ª temporada foi bem pior!!!

    Excelente episódio, muito ,arcante e que marcou o inicio de uma nova etapa na vida do ryan: a etapa Taylor, que promete fazer rir e emocionar!!

    Para mim o destaque musical vai para a versao da SIA da execelente “Paranoid Android” dos Radiohead. Foi a musica perfeita para acena do aeroporto!!!

  4. Simon Fox diz:

    SWWEEET EPISODE
    esta SEASON KOMEÇA A AKECER, so podia ser na FoX

  5. FERNANDO diz:

    Queria saber que musica é , e quem canta na hora em que Ryan socorre Marissa em seu braços em Tijuana quando ela teve uma overdóse.Quem souber me responda por favor no meu e-mail

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