Prison Break- Review- Cell Test (3/22)

Episódio: Cell Test (3/22)
Temporada: 1ª Temporada
Canal: FOX
Primeira exibição em Portugal: 16 de Novembro de 2006
Primeira exibição nos E.U.A.: 5 de Setembro de 2005

Este episódio começa exactamente onde o anterior terminou, algo que, aliás, irá acontecer praticamente em todos os episódios de Prison Break.

Na última cena do episódio anterior, Abruzzi e os seus capangas estavam a torturar Michael para que este lhes contasse onde estava Fibonacci, ameaçando cortar-lhe o dedo do pé. O episódio desta semana começa exactamente com o grito lacinante de dor de Michael após o seu dedo mindinho do pé ser cortado. Bellick, que sabia do que se passava, e os outros guardas chegam ao local alertados pelo grito de Michael e levam-no para a enfermaria, onde Sara irá tratar do irmão de Lincoln.

A médica fica intrigada como é que Michael ficou sem o dedo do pé e mostra-se relutente em acreditar na explicação estapafúrdia que Bellick lhe dá para o sucedido: Michael pisou uma tesoura de podar. Sara tenta arrancar a verdade de Michael, dizendo-lhe que o pode ajudar enviando-o para uma zona mais calma da prisão. Michael recusa a oferta, dizendo-lhe que tem de enfrentar os seus próprios medos e desafios, tal como Lincoln lhe ensinou quando eram crianças. Neste cena, podemos ver o fascínio e admiração que Michael sente pelo irmão mais velho, que, praticamente, o criou sozinho, mas ao mesmo tempo começamos a ver uma grande proximidade, confiança, honestidade e química entre o recluso e a médica. Uma amizade especial que trará grandes momentos à série.

Enquanto isso, Abruzzi recebe uma visita do seu colega Philly, que lhe pergunta se Michael já disse onde está Fibonacci. Abruzzi responde-lhe negativamente, dizendo-lhe que Michael acabará por falar, mais cedo ou mais tarde, oferecendo-lhe ainda o dedo de Michael. Para apressar Abruzzi, Philly chama os filhos do primeiro, dizendo-lhe que vão todos de férias, coisa que não deixa Abruzzi muito contente.

Ao saber do ataque de Abruzzi a Michael, Lincoln fica furioso, mas o irmão recorda-lhe que ambos precisam do chefe da máfia para ficarem a salvo uma vez fora da prisão de Fox River. E assim voltamos ao plano de fuga dos dois irmãos. Michael diz a Lincoln que têm de contar a verdade a Sucre, uma vez que este é o seu companheiro de cela e necessitam da sua ajuda enquanto Michael estiver a abrir um buraco na parede da sua cela. Os irmãos criam então um plano que irá surpreender o telespectador até ao último minuto.

Enquanto trabalham na Indústria da Prisão, Michael esconde prepositadamente em frente de Sucre um telemóvel. Este mostra-se alterado, uma vez que não são permitidos telemóveis dentro da prisão e se alguém sabe que Michael tem um, Sucre pode ser prejudicado, uma vez que tinha conhecimento disso. Aliás, Sucre mostrou-se bastante alterado e nervoso ao longo de todo o episódio, mostrando um lado mais complexo da personagem, já que a sua namorada anda a passar cada vez mais tempo com Hector, um amigo de Sucre que se está a aproveitar da solidão da jovem.

Lincoln acaba por contar a Bellick que Sucre poderá saber da existência de um telemóvel dentro de Fox River. Bellick interroga então Sucre, ameaçando-lhe que se não contar a verdade deixará de ter direito às visitas conjugais. Na cena seguinte, os dois surgem na Indústria da Prisão, onde Michael e Lincoln estão a trabalhar, deixando o espectador na expectativa: será que Sucre contou a verdade? Para descanso de todos, Sucre ficou de boca calada, mostrando ser de confiança, mas mais uma vez volta a explodir com Michael, quando este lhe põe a par do plano e lhe conta que o telemóvel que escondeu era apenas feito de sabão, um truque para o testar. Sucre discute com Michael, dizendo-lhe que poderá estar a arranjar-lhe problemas e a aumentar a sua curta pena. Para desespero de Michael, Sucre pede transferência para outra cela.

Aproveitando esta oportunidade para prejudicar mais uma vez Michael, Bellick vai buscar à ala psiquiátrica Haywire, um louco que será o novo companheiro de cela do irmão de Lincoln. É aqui que Michael começa a ver a vida a andar para trás: devido a um problema do foro neurológico, Haywire não consegue dormir, impossibilitando Michael de escavar o buraco na parede da sua cela, buraco esse que já devia ter sido feito há 3 dias.

Mas este não é o único problema de Michael na prisão. T-Bag continua furioso com o jovem, já que no episódio anterior este assassinou o companheiro do pedófilo. T-Bag alia-se então a Abruzzi para prejudicar o irmão de Lincoln. Quase no final do episódio, Abruzzi e T-Bag, que arranjou uma arma para matar Michael, fazem uma emboscada a Michael, emboscada essa que termina com uma grande surpresa, com Abruzzi e os seus capangas a espancar T-Bag e a defender Michael. Abruzzi faz então um pacto com Michael: Abruzzi fornece-lhe o avião que Michael e Lincoln precisam quando saírem da prisão, mas Abruzzi terá de sair com eles para apanhar Fibonacci antes que este vá testemunhar. Se algo correr mal, é Michael quem sofrerá com as consequências.

Entretanto, Lincoln vê-se confrontado com a realização da lista das pessoas que quer que estejam presentes na hora da sua execução. O condenado não quer fazer a lista, pois recusa-se a que alguém que ama e que lhe é próximo esteja presente nos seus momentos finais. O director da prisão e o padre tentam então abrir os olhos a Lincoln, dizendo-lhe que se irá arrepender de não ter junto de si uma cara que o reconforte e lhe dê alguma segurança antes da sua morte. E é assim que somos transportados para L.J., o filho de Lincoln.

Devido a uns problemas que está a ter com a justiça, L.J. é colocado num programa em que contacta com presidiários para que não volte a cometer erros que o possam conduzir a maus caminhos. Assim, L.J. passa muito mais tempo com o seu pai. A conversa entre os dois na prisão é muito emotiva e não é mais do que uma declaração do amor que Lincoln sente por L.J. e que nem sempre soube demonstrar. Lincoln pede ao rapaz que esteja presente no dia da execução, aproximando então pai e filho mais do que nunca.

Enquanto isso, no mundo real, Veronica tenta a todo o custo provar a inocência de Lincoln. A jovem advogada vai falar com Leticia, a namorada de um homem que poderia ajudar na absolvição de Lincoln, mas que foi assassinado. Leticia tambem está a par de toda a verdade, mas recusa-se a contar tudo a Veronica, com medo de ter o mesmo destino do namorado. Veronica promete-lhe então que, se ela contar a verdade, a ajudará a fugir do país. No escritório de Veronica, Leticia conta apenas que um membro do governo pagou ao seu namorado a dívida que Lincoln tinha com ele, saindo depois para fumar um cigarro.

Momentos depois, entra no escritório de Veronica o agente secreto Paul Kellerman, que conta à advogada que sabe que esta tem a cassete do parque de estacionamento onde Lincoln matou o irmão do Vice-Presidente, para além de que os Serviços Secretos deverão ser informados se Veronica encontrar uma prova a favor de Lincoln. Veronica fica intrigada com este encontro e, quando vai ver onde está Leticia, percebe que a sua testemunha acaba de ser levada pelos Serviços Secretos.

Os agentes levam Leticia para o meio do mato para se certificarem de que esta fica calada. Leticia acaba por conseguir fugir, mas o agente Danny Hale dá-lhe um tiro na perna. Através do olhar de Hale, podemos ver que este não a quer matar e que se sente mal com esta situação. De repente, para choque dos espectadores, ouve-se um tiro, sangue a salpicar e Leticia a cair morta no chão. Foi o agente Paul que a matou. E assim podemos distinguir os dois agentes: enquanto que Hale sente-se mal com os trabalhos obscuros que é obrigado a fazer, Paul não se importa com isso, desde que faça o que lhe pediram, doa a quem doer. Ou seja, Hale é o polícia bom e Paul o polícia mau.

E assim Veronica, tal como Michael, começa a desesperar. Para além de ter perdido a sua única testemunha, a advogada perdeu também o noivo, cansado de ser sempre colocado em segundo lugar, para além de que a partir de agora terá sempre os Serviços Secretos à perna. Já Michael encontra-se num impasse: como irá ele escavar o buraco na parede da sua cela se o louco psicopata do seu companheiro nunca dorme? Estas perguntas serão respondidas no próximo episódio de Prison Break.

P.S.- Esta foi a minha primeira review sobre Prison Break e quero desde já pedir desculpas pelo facto de estar tão grande. Agradeço à paciente alma que, eventualmente, possa ter lido este testamento até ao fim. Cumprimentos.

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3 respostas a Prison Break- Review- Cell Test (3/22)

  1. Oracle diz:

    É a primeira vez que leio este blog e desde já parabéns pelo trabalho.

    Só uma coisa… se eu ainda não tivesse visto o episodio, estava lixado! Contas tudo em pormenor! Uma review quer-se sem spoilers 😛 é apenas a minha opinião

  2. […] O grande destaque do episódio desta semana é, sem dúvida, o contratempo que surgiu no meio do caminho de Michael no episódio anterior, impossibilitando-o de executar o seu plano: a chegada de Haywire, um louco, à sua cela. […]

  3. jonh diz:

    bem esta muito louco o blog…kem nao viu..nao sabe o k perde

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