
Título original:This Film Is Not Yet Rated
De:Kirby Dick
Escrito por: Kirby Dick, Eddie Schmidt
Com: Kirby Dick, Jack Valenti, Kimberly Peirce, Allison Anders, John Waters
O docu-entretetimento no seu auge.
This Film Is Not Yet Rated (o título português modifica-lhe o sentido e desvenda a reflexão que surge) é a busca de Kirby Dick pela verdade do funcionamento do departamento de classificações de filmes da MPAA.
Kirby Dick entrevista diversos realizadores que lidaram com a MPAA para compreender quais poderão ser as linhas directrizes desta, já que esta é a única associação de classificação de filmes mantida secreta em todo o mundo.

Através disto, há duas linhas de evidência dos que são os factores que influenciam a MPAA.
O primeiro é a ligação aos grandes estúdios. Os filmes Indie terão uma classificação mais restrita que os filmes de estúdio, apesar de apresentarem os mesmos elementos problemáticos que estes últimos.
O segundo é o tabu gerado pela sexualidade e pelo prazer feminino que provocam mais reacções que o do homem, bem como pelas relações homossexuais contra as heterossexuais.
Este elemento é particularmente elucidativo do funcionamento da sociedade norte-americana, das suas limitações morais.
Seria um tema essencial para uma tese sobre sexualidade no cinema.

Infelizmente o documentário está formatado à ideia de entretenimento que Michael Moore criou.
Isso obriga a que Kirby Dick contrate detectives privados para desvendarem a identidade dos membros da MPAA para pôr a nu a falsidade da realidade desta perante o que é divulgado.
Um entremeio aventuroso que custa ao filme a densidade dos temas e o interesse que se estendesse para lá do visionamento.

Sem esta necessidade de entretenimento, mesmo que podendo ser um documentário banal, seria um documento de elevado interesse.
Assim, é apenas mais um filme desta vaga de docu-entretetimento, que vai perdendo cada vez mais a sua faceta de documentário em favor do entretenimento.
Um erro que poderá custar muito ao cinema.
Classificação: 

Vencedores já anunciados!


Sexta-feira, 11 Julho 2008 às 10:45
Este e outros exemplos, acabam por ter a sua ponta de ironia. Documentários que se tornam cada vez mais em “filmes” de entretenimento, como tu muito bem disseste. É pena!
Sexta-feira, 11 Julho 2008 às 20:29
por falar em sexualidade no cinema.
como é possivel um filme como o sexo e a cidade ser maior de 12 com cenas de nu frontal integral?
Sexta-feira, 11 Julho 2008 às 22:13
João, vendo este filme perceberá bem porquê… A força dos grandes estúdios.