Rastos de sangue, por Carlos Antunes

Título original: Blood Trails

De: Robert Krause

Escrito por: Robert Krause

Com: Rebecca R. Palme, Ben Price e Tom Frederic

Terror sobre ciclistas por entre a floresta.

Anne não resiste ao despique de um outro ciclista e acaba a noite na casa dele.

As desventuras dessa noite deixam-na demasiado culpada e envergonhada, pelo que ela acabará por propor ao namorado uma fuga bucólica.

Por entre os trilhos que eles percorrem de BTT, a vida parece voltar a correr melhor para Anne… Até que o homem com quem ela se havia encontrado ressurge e lhe assassina o namorado.

Blood Trails constrói-se como um exercício minimal de elevada tensão.

Os dois protagonistas encetam um jogo de perseguição labiríntico por entre os trilhos fechados da floresta.

A tensão claustrofóbica gera-se no elevado isolamento das duas personagens que estão a lidar com um meio que é enganador para ambas.

Só que nem o argumento nem a realização sabem capitalizar esse trunfo.

Desde logo, o argumento parece auto-satisfazer-se com essa ideia da perseguição para depois tentar alcançar uma profundidade sobre a mente de um assassino que é apenas uma tentativa de estilo vazia.

O argumento parece apenas uma desculpa para mostrar a ideia “perspicaz” de um assassino cortar a garganta com a roda da sua bicicleta.

Já a realização desperdiça o ambiente e a tensão com uma permanente filmagem em grande plano e uma absoluta inexistência de profundidade de campo.

O grande plano é tão obsessivo que ultrapassa a visualização da cara dos actores para focar os detalhes – olhos, boca, nariz (ver imagem acime) – e resulta numa filmagem sempre agitada na necessidade de reagir a todo o movimento que vai esvaziando o plano. E, assim, não existe cenário, pelo que a presença da floresta é uma ideia que não leva a lado nenhum.

A hora e meia de filme esquece-se em apenas alguns segundos, de tão incoerente e mal executada e, perante a ausência de extras, só se pode mesmo concluir que esta é uma edição em DVD a evitar por completo.

Classificação:

4 Respostas para “Rastos de sangue, por Carlos Antunes”

  1. Tiago Ramos Diz:

    Argumento demasiado estranho, parece-me.

  2. Ricardo Diz:

    Ui! 0? Deve ser mesmo mau.

  3. MJNuts Diz:

    Eh lá! O Carlos ficou mesmo chateado com o filme!xD Vou evitar. =P

  4. Carlos Antunes Diz:

    É verdade, a imagem do homem na cruz, apesar de (pseudo-)iconográfica, é um dos aspectos de implausibilidade total do filme, que acabei por não referir pois me queria rapidamente livrar do encargo a que ele me obrigou.

Deixe uma Resposta