
Título original: Blood Trails
De: Robert Krause
Escrito por: Robert Krause
Com: Rebecca R. Palme, Ben Price e Tom Frederic
Terror sobre ciclistas por entre a floresta.
Anne não resiste ao despique de um outro ciclista e acaba a noite na casa dele.
As desventuras dessa noite deixam-na demasiado culpada e envergonhada, pelo que ela acabará por propor ao namorado uma fuga bucólica.
Por entre os trilhos que eles percorrem de BTT, a vida parece voltar a correr melhor para Anne… Até que o homem com quem ela se havia encontrado ressurge e lhe assassina o namorado.

Blood Trails constrói-se como um exercício minimal de elevada tensão.
Os dois protagonistas encetam um jogo de perseguição labiríntico por entre os trilhos fechados da floresta.
A tensão claustrofóbica gera-se no elevado isolamento das duas personagens que estão a lidar com um meio que é enganador para ambas.

Só que nem o argumento nem a realização sabem capitalizar esse trunfo.
Desde logo, o argumento parece auto-satisfazer-se com essa ideia da perseguição para depois tentar alcançar uma profundidade sobre a mente de um assassino que é apenas uma tentativa de estilo vazia.
O argumento parece apenas uma desculpa para mostrar a ideia “perspicaz” de um assassino cortar a garganta com a roda da sua bicicleta.
Já a realização desperdiça o ambiente e a tensão com uma permanente filmagem em grande plano e uma absoluta inexistência de profundidade de campo.
O grande plano é tão obsessivo que ultrapassa a visualização da cara dos actores para focar os detalhes – olhos, boca, nariz (ver imagem acime) – e resulta numa filmagem sempre agitada na necessidade de reagir a todo o movimento que vai esvaziando o plano. E, assim, não existe cenário, pelo que a presença da floresta é uma ideia que não leva a lado nenhum.

A hora e meia de filme esquece-se em apenas alguns segundos, de tão incoerente e mal executada e, perante a ausência de extras, só se pode mesmo concluir que esta é uma edição em DVD a evitar por completo.
Classificação: ![]()

Vencedores já anunciados!


Quarta-feira, 18 Junho 2008 às 21:08
Argumento demasiado estranho, parece-me.
Quarta-feira, 18 Junho 2008 às 22:16
Ui! 0? Deve ser mesmo mau.
Quarta-feira, 18 Junho 2008 às 22:53
Eh lá! O Carlos ficou mesmo chateado com o filme!xD Vou evitar. =P
Quinta-Feira, 19 Junho 2008 às 14:40
É verdade, a imagem do homem na cruz, apesar de (pseudo-)iconográfica, é um dos aspectos de implausibilidade total do filme, que acabei por não referir pois me queria rapidamente livrar do encargo a que ele me obrigou.