
Voltamos ao balanço da temporada, hoje com Cane.
Depois das séries dirigidas ao público afro-americano, esta é uma série que tenta captar, essencialmente, a forte, e em expansão, comunidade hispânica norte-americana. A CBS juntou um conjunto de actores com origens em países de língua espanhola (alguns deles, inclusive, nasceram em países da americana latina como Porto Rico ou Colômbia) tentando encaixá-los numa história com a qual fossem facilmente identificáveis.

A série começou a ser desenvolvida por Polly Anthony e Jonathan Prince. A estes juntou-se mais tarde a nomeada aos Emmys Cynthia Cidre, para escrever o argumento. O projecto inicial tinha o nome bastante espanholado Los Duques. O casting para os principais papeis ocorreu entre Fevereiro e Março de 2007. O primeiro a ser escolhido foi o protagonista Jimmy Smits, que se juntou também como produtor executivo. A última foi mesmo Polly Walker, que só foi anunciada depois da HBO acabar de exibir Rome, série na qual tinha participado. Foram escolhidos onze personagens regulares, o que colocou a série no sexto lugar das séries em exibição com maior elenco regular. Estreou a 25 de Setembro, com uma audiência de 11 milhões de espectadores, a melhor estreia, no horário das 10, das noites de terça-feira da CBS desde 1999, com Judging Amy. O pior foi que, a partir daí, Cane caiu de semana para semana na audiência, acabando com uma média de 8,20 milhões de espectadores. A CBS tinha a fasquia alta, e estes resultados não agradaram. Se passasse, por exemplo, na HBO teria outra sorte, e outro desenvolvimento.

A série tem a sua qualidade mas longe de uns Sopranos ou de uma série desse nível. É uma série que, apesar de tudo, fazia falta no panorama das séries dos principais canais norte-americanos (refiro-me claro à ABC, CBS, NBC, FOX e The CW). Tinha muito drama, é verdade, mas era um espaço privilegiado para a abordagem de novos temas, para o debate e para a polémica. É por isso que acho que Cane poderia ter sido uma grande série: tinha potencial, um elenco que dava conta do recado (mais uma vez não podemos fazer comparações com o elenco d’Os Sopranos), uma escrita e realização apreciáveis. Faltou mesmo o público. Foi pena.
Para aqueles que não se conformaram com o cancelamento ficam aqui alguns pontos positivos que este nos vai proporcionar: poderemos ver Jimmy Smits na próxima temporada de Dexter, Hector Elizondo em Monk, Nestor Carbonell de volta a Lost (quantos não esperavam por isto?) e Polly Walker em Caprica.
Episódios produzidos: 13
Episódios exibidos: 13
Produção: ABC Studios e CBS Paramount Network Television
Local das filmagens: Miami, Flórida
Porque foi cancelada: Baixa audiência.
O que fazem agora…
- Jimmy Smits (Alex Vega) – irá participar na terceira temporada de Dexter.
- Hector Elizondo (Pancho Duque) – viverá o novo psicólogo de Monk na sétima temporada da série.
- Nestor Carbonell (Richard Alpert) – está de regresso a Lost e o filme The Dark Knight, em que participou estreia brevemente.
- Rita Moreno (Amalia Duque) – está em pré-produção o filme 4Chosen onde irá actuar ao lado de Billy Zane, Laurence Fishburne e Cybill Shepard.
- Polly Walker (Ellis Samuels) – vai participar na produção televisiva Caprica, spin-off de Batlestar Galactica.
- Paola Turbay (Isabel Vega) – é uma das integrantes do elenco da nova série da ABC Family The Secret Life of the American Teenager.
- Eddie Matos (Henry Duque) – procura novos projectos.
- Michael Trevino (Jaime Vega) – tem participado na série Os Ricos, gravou recentemente o filme The Factory e o piloto da The CW Austin Golden Hour.
- Lina Esco (Katie Vega) – está completo o filme Kingshighway, em que participou.
- Alona Tal (Rebecca King) – o thriller Kalamity, no qual participou, está em pós-produção.
- Samuel Carman (Artie Vega) – o pequeno actor está certamente à procura de novos projectos.
- Ken Howard (Joe Samuels) – tem três filmes em pós-produção: Two: Thirteen, Grey Gardens e The Beacon.

Vencedores já anunciados!

