
- Episódio: “Jesus, Mary and Joe Cocker” (2/13)
- Temporada: 1ª
- Canal: TVI
- Primeira transmissão em Portugal: 20 de Março de 2008
- Primeira transmissão nos EUA: 31 de Julho de 2007
“Jesus, Mary and Joe Cocker!”
Esta interjeição utilizada por Ray Fiske (Zeljko Ivanek) quando Katie (participação de Anastasia Griffith) irrompe pelo seu escritório para assinar o novo contrato de confidencialidade com Arthur Frobisher (Ted Danson) pode também ser utilizada por nós, público, quando nos faltam palavras para descrever a qualidade brutal desta série.
Apesar do episódio piloto ter sido substancialmente melhor, este “Jesus, Mary and Joe Cocker” continua a provar que Damages está à altura e consegue mesmo suplantar as expectativas criadas sobre si. Baseando-se no princípio de que todos mentem (já dizia Greg House), a série desenvolve esta história de intriga e poder, onde tudo e todos têm algo a esconder e onde não podemos confiar em ninguém, nem mesmo numa das principais vítimas desta história.
Katie, confrontada por Patty (Glenn Close), viu-se obrigada a confessar a verdade: ela chegou atrasada ao trabalho na tal festa onde tudo aconteceu devido a uma one night stand. E esse caso mudou a vida de Katie para sempre: a irmã de David (Noah Bean) ficou grávida, tendo abortado posteriormente. Katy garante que nunca mais manteve contacto com Greg (participação de Peter Facinelli), o pai da criança; mas esta não passa de mais uma mentira. Será que o encontro de Katie e Greg no passado é a chave para a resolução de todo este mistério? Afinal de contas, poderia explicar o porquê da cozinheira não ter contado à advogada que sabe como encontrar o ex-amante. O que Katy não sabe é que Frobisher e, possivelmente, Patty estão ao corrente dessa relação.
Tal como o título do episódio, a série assenta em três
personagens principais e aparentemente distintas: Patty, Frobisher e Ellen (Rose Byrne). Apesar de rivais (e de ainda não se terem enfrentado cara-a-cara), Patty e Frobisher têm muito mais em comum do que se possa pensar. Ambos estão dispostos a dar tudo por tudo nesta guerra, nem que para isso tenham de matar e enganar toda a gente. E ambos têm uma família em decadência. A única coisa que os diferencia é a maneira como lidam com a sua vida pessoal: enquanto Patty não consegue ter mão no seu filho rebelde e o seu marido (participação de Michael Nouri) continua em viagem (apesar da cumplicidade entre ambos), Frobisher ama os seus filhos e a ideia de os perder atormenta-o, ou porque não quer estar longe deles, ou porque isso iria prejudicar a sua imagem (evidenciado que o seu casamento vive apenas da aparência).
No meio destes dois gigantes brutalmente desempenhados por Glenn Close e Ted Danson, surge-nos Ellen, a jovem advogada que a pouco e pouco se vai deixando ser engolida por esta teia de mentiras, deixando-se enganar tanto por Patty ou por Tom (Tate Donovan), ou até mesmo pelo medo da sua futura cunhada, mas deixando em evidência que o contacto com a sua chefe está a torná-la numa verdadeira mulher de armas, em alguém igual a Patty e Frobisher, o que a poderá levar aos acontecimentos que se irão viver daí a seis meses: será mesmo Ellen a verdadeira assassina de David, morto na banheira da casa que Patty ofereceu ao feliz casal? Tendo em atenção que em Damages nada é aquilo que parece, provavelmente não, mas eu cá ficarei para desvendar esta história desprovida de escrúpulos. E vocês?

Vencedores já anunciados!


Sexta-feira, 21 Março 2008 ás 19:05
Mais um episódio fantástico, A Patty Hewes é uma personagem que faz um bluff brutal!
Sexta-feira, 21 Março 2008 ás 21:23
Também adorei!
Sábado, 22 Março 2008 ás 20:19
Sem dúvida. Já conhecia o hype k a série tinha, ainda por cima galardoada com o Globo de Ouro, para essa portentosa actriz que é a Glen Close. Mas não esperava tanta qualidade…
Portentosa, onde nada é o k parece. Intriga, poder, magistrais interpretações, e ainda só vamos no 2º episódio. Imperdível!
Domingo, 23 Março 2008 ás 2:38
Concordo com todos voces esta seroe é mesmo Brutal,e muito bem escrita.
E quem gosta da actuação da Glen Close,veja tambem a partiçipação dela no Protector.
Domingo, 23 Março 2008 ás 2:57
Concordo que tem magistrais interpretações, e bem realizada, mas axo que é uma serie um pouco pesada , cruel, com um enredo demasiado complexo, excesso de intriga e mentira, prevejo que tera muitas reviravoltas, twisters…e tudo o que é excessivo é sempre mau…uma serie daquele genero aquela hora da noite, não sei não…
Mas continuarei a ver concerteza, porque é uma serie de qualidade.
Terça-feira, 1 Julho 2008 ás 14:19
[...] Legal (”Roe vs. Wade, the Musical”) Ted Danson por Damages – Sem Escrúpulos (”Jesus, Mary and Joe Cocker“) Michael Emerson por Lost – Perdidos (”The Shape of Things to Come” ) Zeljko [...]
Quinta-feira, 18 Setembro 2008 ás 17:22
[...] para conseguir cumprir os seus objectivos. Infelizmente, Danson submeteu para análise dos votantes Jesus, Mary and Joe Cocker, um episódio no qual tem uma perfomance apenas mediana, nada comparada com o seu estupendo [...]