
Episódio: 9:02 (6/22)
Temporada: 1ª
Canal: SIC
Primeira Transmissão em Portugal: 24 de Novembro de 2007
Primeira Transmissão nos E.U.A: 25 de Outubro de 2006
Tudo indica que os E.U.A. entraram em guerra. Com quem? Essa é ainda uma resposta distante. Ou talvez não…
A maior dúvida reside na origem dos mísseis que
sobrevoam a cidade e cujas imagens dão início ao sexto episódio de Jericó. Serão mísseis norte-americanos ou inimigos? Quem não perde tempo em descobrir é Hawkins (Lennie James). Só que desta vez as coisas não correm por feição e do outro lado a resposta não podia agravar ainda mais o mistério. Pelos vistos também o senhor Hawkins têm as suas limitações. Como se não bastasse, uma onda electromagnética atinge a cidade, apagando tudo quanto possua circuitos
electrónicos (se bem entendi). É obra! Mas não tenhamos dúvidas que são estes momentos que conferem a Jericó o estatuto de uma série de qualidade (se algum de vós estiver habituado a muito melhor, por favor avise!).
Avançamos no tempo duas semanas e a cidade vai de mal a pior. Para passar o tempo há quem se dedique ao vandalismo, a lavar a roupa à mão (que desgraça!), a invadir propriedades, a lotar a esquadra com reclamações, ou até mesmo a martirizar a família, como é o caso de Robert atormentado que está em esconder a sua verdadeira identidade.
Daqui sobressai Jake (Skeet Ulrich) e o seu reencontro com um velho inimigo, Mitchell (Clayne Crawford), um fora da lei. Valeu a intervenção de Hawkins (este também está em todas) para que a situação não azedasse. Não esquecer a parte em que a filha de Hawkins, Allison (Jazz Raycole), descobre o “esconderijo” onde o pai guarda vários segredos, lugar esse que serviu de palco a um dos finais mais empolgantes da série: a cena em que vemos Robert a marcar todas as cidades norte-americanas atingidas pelas bombas.
Que ele era espião, já nós o sabíamos, por isso todas as suas respostas às inquirições da filha souberam a frases ensaiadas, ou não fosse ele treinado para isso. E o tiro no CD do Vanilla Ice? Sublime!
As coisas vão também de mal a pior para Johnston (Gerald McRaney) que enfrenta sérias dificuldades em recuperar da gripe, e para o casal Eric (Kenneth Mitchell) e April (Darby Stanchfield) que não há meio de terem uma conversa séria sobre a situação matrimonial, o que em nada contribuiu para o bem-estar de Mary (Clare Carey). Ressalvo os momentos de boa disposição
entre o triângulo Stanley (Brad Beyer), Mimi (Alicia Coppola) e Bonnie (Shoshannah Stern), apesar das más colheitas. Será só da minha cabeça, ou a agente do governo e o agricultor possuem uma certa química? Talvez Stanley possa pagar o que deva ao Estado em géneros… Em todo o caso, ver Mimi, a Jet Set lá do sítio, inteirada dos afazeres domésticos da quinta é coisa que não lembra a ninguém. E há baratas mesmo malvadas…
Dois momentos de destaque neste episódio: os cavalos furtados e a má vontade de Gracie (Beth Grant) em vender os pesticidas a Stanley, acusando-o, mais tarde, de os ter levado sem autorização. Tive pena do agricultor, palavra que sim.
O primeiro momento tem como resultado um braço ao peito para Gail (Pamela Reed) e o desejo de vingança por parte de Jake. O segundo, a revolta mais do que justificada de Stanley, que de socialista tem muito pouco. “O que é meu, é meu e não dos outros!” Pois eu acho muito bem.
A grande surpresa foi saber que Dale (Erik Knudsen) participou no furto dos cavalos. Quem diria! Tão bonzinho, tão bonzinho, mas também sabe pôr as “manguinhas de fora”. Vá lá que se redimiu e ajudou Jake na perseguição a Mitchell, ainda que ter este atrás das grades seja o prenúncio de problemas futuros.
Pelo menos ficamos com a certeza de que Jake abandonou por completo a vida passada de arruaceiro, estando agora voltado para acções dentro dos parâmetros legais. Já que estamos numa de surpresas, com que então foi Mimi, a incorruptível agente das finança, que desviou os pesticidas. Já não se pode confiar em ninguém! A razão para esse feito? É a tal química mencionada linhas atrás, só pode.

Excelente ideia a da reabilitação dada por Gail, colocando Dale, Shawn (Shiloh Fernandez) e demais cidadão de Jericó ao serviço da quinta de Stanley. Foi mais um acto de ajuda incondicional, que em muito contribuiu para a união dos habitantes, fortalecendo os laços já existentes. O episódio termina com chave de ouro, deixando no ar que Jake ainda tem muitas contas a ajustar com várias almas e com um passado cada vez mais revelador.

Vencedores já anunciados!


Segunda-feira, 7 Abril 2008 às 13:39
[...] 21:30- Jericho (1ª Temporada; Episódio 6; com review de Mara Marques) [...]
Sábado, 24 Maio 2008 às 2:46
so e pena que deixem de passar a serie antes de vermos o final,como sempre a sic so faz o que quer.