
E.R. é uma série incontornável na história da televisão, pelo modo como fez transparecer a medicina aos olhos dos espectadores, e apesar de não ter sido a primeira série de medicina, conseguiu tornar-se numa das mais notáveis, pela sua grande e inegável qualidade dramática. Como tal, era inevitável o seu regresso ao Hotvnews. ER regressa meses depois da sua última review, pelas mãos de um novo escritor, que não sendo a nossa brilhante veterana de ER – Carla Sousa – é igualmente talentoso, e será com certeza, uma excelente companhia nos vindouros turnos do County General.
Desde o segundo episódio desta 10ª temporada que muita aconteceu neste S.U.

Novos alunos chegaram, e entre eles alguém especial – Abby (Maura Tierney) que retoma o curso e tenta gerir turnos de enfermagem com os turnos enquanto aluna. Acaba por descobrir que tem mais jeito para lidar com os doentes do que os livros.
Entre os novos alunos contam-se também Neela Rasgotra (Parminder Nagra) e Archie Morris (participação de Scott Grimes). Neela tem com uma capacidade intelectual acima da média mas é excessivamente cautelosa e pouco desenvolta e activa, além de bastantes dificuldades no contacto humano com doentes. Tal facto, fá-la aliar-se a Abby para se ajudarem mutuamente. Acaba também por ter um pequeno flirt com Gallant (Sharif Atkins).
Morris é alguém com pouca vontade trabalhar e de ajudar os outros e que acaba por meter-se em sarilhos de vez em quando.

Samantha “Sam” Taggart (Linda Cardellini) é a nova enfermeira contratada para substituir Abby. Mais tarde sabemos que tem um filho, Alex Taggart (participação de Oliver Davis), com interesses poucos vulgares.
Luka (Goran Visnjic) regressa ao trabalho empenhado em ser melhor médico e em fazer uma gestão mais eficaz dos recursos, e sempre acompanhado pela ideia de um dia regressar a África. Eventualmente aproxima-se de Sam e iniciam uma relação, apesar de algumas visitas do passado (Gillian – participação de Simone-Elise Girard).
Chen (Ming–Na) é obrigada a visitar a China devido a um acidente a envolver os pais. A mãe acaba por morrer e o pai fica, mais tarde, incapacitado. Nos últimos episódios regressou ao SU.
Romano (Paul McCrane), após algumas peripécias a envolver a prótese do braço, acaba por morrer quando um helicóptero de transporte de doentes cai em cima dele no parque das ambulâncias. No seu testamento deixa dinheiro ao hospital que Weaver acaba a gastar num Centro de Cuidados para Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgenders.
Carter (Noah Wyle) inicia uma relação em África com Kem Likasu (participação especial de Thandie Newton) que trabalha num projecto relacionado com SIDA, que acaba por engravidar deste. Ambos voltam para Chicago mas ela acaba por voltar, mais tarde, para visitar familiares e em trabalho. John regressa ao trabalho, mais calmo, sereno e feliz, e imbuído pelo mesmo espírito de trabalho que Luka.
Weaver (Laura Innes) e Sandy (participação de Lisa Vidal) têm um bebé.
Chuck (participação de Donal Logue) pressiona Susan (Sherry Stringfield) para terem filhos e, mais tarde, vimos a saber que esta está grávida. Susan apresenta Chuck ao pai e diz-lhe que está grávida altura, em que Chuck diz que casarão se ela assim quiser.
Frank (participação de Troy Evans) continua igual a si próprio, mas tantos anos de abuso resultaram num enfarte.
Corday (Alex Kingston) está numa relação com Dave Spencer (participação de Steven Culp) um professor. No entanto acaba por aceitar sair com o Dr. Jeremy Lawson (participação de Paul Blackthorne), o novo radiologista de intervenção.
Pratt (Mehki Phifer) tem alguns incidentes com doentes, em particular um em que parte o pescoço de um doente com a coluna fragilizada durante manobras, deixando-o paralisado. Desde então começa a duvidar das suas capacidades.
Após um início ambicioso com 2 episódios absolutamente maravilhosos apenas nos poderia esperar alguma frustração porque seria impossível manter uma qualidade deste nível durante 22 episódios. No entanto, parece-me que o E.R. mostrou ao longo dos anos ser uma série que, mesmo no seu pior, é melhor do que muito do que todos os anos sai dos mais variados estúdios em todos os aspectos, desde a representação ao argumento passando pela cinematografia. E o público reconhece esse esforço.
Escrito por João Silva e Carlos Couceiro
Editado por Carlos Couceiro

Vencedores já anunciados!


Sexta-feira, 23 Novembro 2007 ás 19:03
Desculpem-me mas é uma série que já me começa a cansar.Vocês sempre vão fazer reviews de Eureka que como toda a gente sabe começa este Sabado 24 na TVI(Pergunto isto porque não vi reviews da nova série das tarde de Sabado na RTP1?).
Sábado, 24 Novembro 2007 ás 11:07
tá genial!! E.R SEMPRE!!
Segunda-feira, 26 Novembro 2007 ás 14:33
[...] esta review estava acompanhada de um pequeno recap, que foi publicado em separado na semana passada, de forma a recordar os leitores do que havia acontecido desde que a Carla Sousa havia abandonado [...]