Review: Dr. House – One Day, One Room (12/24)

  • Episódio: One Day, One Room (12/24)
  • Temporada: 3ª temporada
  • Canal: FOX
  • Primeira exibição em Portugal:
  • Primeira exibição nos E.U.A.: 30 de Janeiro de 2007

Antes de começar a review, tenho a dizer que nunca me custou tanto ver um episódio de House como a ver este. E ter de o rever para fazer a review foi ainda pior. Que episódio MAU! Até podia ter sido interessante, tendo em conta que vemos um lado mais humano de House (Hugh Laurie), mas cada vez que aparecia a rapariga, eu revirava tanto os olhos que não consegui reter nada de grande significado. Mas adiante.

O episódio começa com Cuddy (Lisa Edelstein) a obrigar House a trabalhar na clínica durante dois dias. Os primeiros pacientes que este vê acham que têm uma doença sexualmente transmissível. Já farto, House diz a quem está na sala de espera que não vai diagnosticar mais ninguém e, num timing perfeito, um homem levanta-se e começa a correr em círculos, agarrado à cabeça, aos berros. House está safo! Tem um caso!

House põe Cameron (Jennifer Morrison), Foreman (Omar Epps) e Chase (Jesse Spencer) a fazer o diagnóstico diferencial do homem, ordenando dezenas de testes para os manter ocupados, ao mesmo tempo que lhes diz que o homem tem apenas uma barata no ouvido (NOJENTOOOO!!!!).

House foge para um jardim, onde acha que Cuddy não o encontrará, enquanto Cameron vai para a clínica, porque não pdoe estar sem fazer nada. A única pessoa que a vemos atender é um senhor já de uma certa idade (participação de Geoffrey Lewis), um sem abrigo, ao que parece, que está a morrer de cancro no pulmão e quer dormir no hospital, pois está frio na rua. Cameron rende-se aos encantos de mais um coitadinho. Ao encontrar Cuddy diz-lhe que não têm caso nenhum e onde encontrar House.

Este volta para a clínica, sob as ameaças de Cuddy de o mandar para a prisão e começa a subornar as pessoas que estão na sala de espera, dando-lhes 50 dólares para se irem embora. Cuddy passa-se e propõe um jogo a House. Ela paga-lhe 10 dólares por cada paciente que ele diagnosticar sem tocar e ele paga-lhe 10 por cada paciente em que tiver de tocar. Este jogo dá azo a alguns momentos giros.

Entretanto chegam os resultados dos testes das doesnça sexualmente transmissíveis e só uma das paciente que House atendeu, Eve (participação de Katheryn Winnick) tem de facto uma DST. Ela começa a chorar e, quando House lhe vai dar a medicação, ela passa-se e grita-lhe para ele não lhe tocar, de uma forma totalmente despropositada, mas que leva House a perceber imediatamente que ela foi violada.

E aqui começa o martírio deste episódio. Eve quer porque quer que House seja o médico dela, apesar de ele não ser psicólogo nem psiquiatra. House não a quer tratar, porque não gosta de pessoas e manda-a falar com a psicóloga de serviço. Mas Eve quer tanto ser tratada por House que toma um monte de comprimidos, acabando por ser internada para uma lavagem ao estômago!

House lá fala com ela, mas ela não quer falar sobre ela, quer ouvir House falar sobre ele. E em todas as conversas que têm, apetecia-me mais ver tinta secar do que ouvir o que eles vão dizendo. O problema não é tanto o teor das conversas, mas o facto de a actriz que faz de Eve ser a coisa mais canastrona que eu já vi alguma vez na TV. A sério, a mulher é mesmo, mesmo péssima!

Blá, blá, blá, religião, blá blá blá, filosofia, blá blá blá histórias inventadas por House para por a miúda a falar. Nada resulta. Toda a gente dá conselhos. Wilson (Robert Sean Leonard) acha que House deve falar a verdade sobre a sua vida, Camron acha que ele deve dizer que a sua vida foi muito boa, Foreman acha que ele deve dizer que foi muito má e Chase… Chase não acha nada.

Descobre-se que Eve está grávida, mas obviamente ela não quer abortar, porque é crime e blá blá blá… estão a ver bem o nível do meu aborrecimento?

House leva Eve ao jardim e diz-lhe que foi abusado pelo pai, o que a leva a contar a sua história (que nós não ouvimos) e a abortar. Tudo está bem quando acaba bem!

Entretanto, durante o episódio, Cameron vai lidando com o seu velho moribundo, que queria ser internado mas não tratado, pois acha que tem de morrer em sofrimento pois só assim alguém se lembrará dele. E mais uma vez, os meus olhos reviram e reviram e reviram. Tudo é absurdo. O velho acaba por morrer com Cameron ao seu lado e ela trata muito bem dele depois de morto (e os olhos voltam a revirar).

E pronto. Tudo neste episódio foi mau demais, tirando os momentos na clínica.

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21 respostas a Review: Dr. House – One Day, One Room (12/24)

  1. Até a review está demasiado desanimada!

  2. vasco diz:

    Discordo da sua opiniao…ate acho que foi um dos mais intensos da season 3…tirando o lines in the sand e o half wite que foram de longe os melhores, este foi o de melhor qualidade…

  3. Constança Lobo diz:

    Pois… quando eu digo que me custou VER o episódio, custou MESMO! Foi tipo sacrificio! Dos grandes! A review não podia ser entusiasmada, tendo em conta o que me custou este episódio! Só queria que acabasse.

    Quando às opiniões, são isso mesmo. Eu odiei este episódio, acho mesmo que é o pior de sempre de House. Mas aceito perfeitamente que haja quem considere este um dos melhores.
    Se todos gostassemos de azul, o que seria do amarelo?

  4. Vicente diz:

    Sinceramente embora não concorde com alguns exageros da review, também não me inspirou qualquer interesse o episodio… houve uma quebra significativa do interesse desde que o caso do policia encerrou… e este episodio não recuperou os velhos tempos e dos grandes casos… aliás é impressão minha ou não houve um caso médico digno desta série? Esse é o problema do episodio… é sem duvida dos piores da série toda até agora.

  5. Riky_On_The_Road diz:

    O House é o maior.O rei dos malucos!! Á ganda maluco!!
    Nao axei nada mau…é um caso diferente em que envolve questoes eticas,religiosas psicologias,um caso que pode muito bem acontecer num dia a dia.
    A serie continua fantastica como sempre…so me aptece rir quando se leem certas coisas.
    És O Maior HOUSE!!

  6. Vânia diz:

    Muitos acham este o pior episódio de sempre, mas também muita gente acha o episódio brilhante.

    Sinceramente da 1º vez que vi achei apenas bom para o nível de House, e da 2º já achei excelente…

    E sim o episódio é estranho e muito diferente do normal, mas está longe de ser horrível…na minha opinião.

  7. Joe Black diz:

    O melhor de sempre.

    Penso que foi algo “experimental”. Não houve aquelas tretas médicas com nomes esquisitos. Foi um episódio mais humano e emocional e muito muito inspirador. Só quem gosta de paleio médico e não quer saber do resto é que não vê a beleza deste episódio.

  8. vitoscano diz:

    O épisodio não é mau é apenas diferente e as conversas do Dr house com a doente são bastante interessantes, dando até que pensar algumas.
    Segundo o Site Novidades na tv Lost so vai ter apenas mais 48 episódios, ao longo de três temporadas.É verdade isso?

  9. Constança Lobo diz:

    Não sei se ficou totalmente claro na minha review a grande razão para eu achar este episódio péssimo. É que achei a actriz completamente canastrona. E de cada vez que ela abria a boca, eu revirava os olhos. Podia até estar a tocar num tema interessante, só me soava a falso. Portanto todas as implicações deste episódio se perderam em mim por não conseguir achar a actriz credível.
    Não é o facto de ser um episódio diferente. Até acho interessante focar o lado mais humano do House… mas tinha de ter sido com outra actriz e com um texto melhor, também.

  10. Paulo Lopes diz:

    Normalmente costumo deixar comentários no TV.com e realmente quando vi este episódio na TVI foi este genero de comentário que lá deixei… Um episódio que não tem nada a ver com a série, não sei de deu alguma diarreia mental aos escritores que por acaso até são muito bons…

  11. Isa diz:

    Bem, pode-se dizer que é um episodio que, ou se ama ou se odeia…eu pessoalmente, concordo com a review, pois odiei o episódio desde que o vi pela primeira vez, em janeiro, e já o vi mais umas quantas vezes, às custas de estar sempre a repetir na Fox, mas não o suporto, e suporto ainda menos a actiz…um dos piores de sempre (embora não censure quem tenha adorado, claro)!

  12. vitoscano tens toda a razão, o LOST só vai ter mais 16 episódios por temporada (16*3=48) e vai terminar em 2010

  13. vasco diz:

    Actriz pode ate nao ser das melhores, mas a excelente intrpretação de hugh laurie compensa tudo.
    E quando digo que gostei deste episodio é porque foi , na minha opiniao, um dos mais intensos episodios de uma serie medica ( ER à parte)…Levou-nos para um campo completamente diferente do habitual, e ainda nos ajudou a compreender um pouco o comportamento de house.

  14. Eu vi o episódio na passada semana e simplesmente adorei, ou não tivesse ele sido escrito por David Shore, a mente brilhante por detrás de dois dos melhores episódios da série: Three Stores e No Reason.

    Assim que acabei de ver o episódio, fui ao TV.com e fiquei desanimado… Este deve ser o episódio com uma menor pontuação da série no site, e aquele que mais comentários negativos tem.

    Eu não concordo. Como já disseram, foi algo completamente diferente do espírito da série, mas não é isso que temos assistido durante toda a temporada? Desde a 2ª temporada que vemos a série a tentar fugir, e com mérito, de uma rotina, com episódios inovadores. Este não foge à regra: o “paciente” da semana só aparece realmente quase a meio do episódio, os primeiros 10 minutos foram hilariantes, servindo quase como descontração para toda a intensidade dramática que as personagens tinham vivido até aqui…

    A única coisa que falhou redondamente no episódio foi mesmo a história da Cameron com o mendigo. Não só não veio acrescentar nada à história e à personagem, como já tinhamos visto uma situação semelhante acontecer à Cameron à meia dúzia de episódios atrás, quando ela “matou” um paciente.

    De resto, excelente episódio, dos melhores da temporada. Mas isso é para mim…
    Cumps

  15. Vicente diz:

    Olha se é ele o mentor dos outros dois episodios… desta vez devia estar com algum problema mental… porque esses dois são dos melhores da série… e este vai para o extremo oposto, sendo o pior de sempre.

    A questão é que nada daquilo tinha uma clara relevancia no contexto da série… não soava nada verdadeira aquela obcessão da rapariga so ser atendida pelo House… simplesmnete não funcionava. Aquele não era o House.. .era um édico do ER.

  16. sarah diz:

    Bem, eu quando vi este episódio gostei, por ser diferente do habitual, e o tema foi bastante interessante. Acho que apenas pecou pelo diálogo entre o House e a paciente, que parecia que não tinha nexo. Mas estas coisa, por outro lado, quem é que sabe o que vai na cabeça de uma jovem que foi violada, e de um médico que de sensibilidade tem mto pouco? só podia ter uma conversa assim um pouco estranha. mas apesar de tudo, gostei deste episódio, dou-lhe 14v.

  17. vasco diz:

    Bem as opinioes tao muito divididas…se fosse pra avaliar avaliaria com um 16,5…
    E concordo quando dizem q o Three stores e o No reason foram os melhores..mas como foram la para o fim das seasons tenho esperança q venha um do mesmo nivel para o final desta..

  18. vasco diz:

    com tantos comments esqueci.me de dizer q adoro o vosso blog…continuem assim,,,
    pf: podiam dar mais destaque à serie heroes? acho q é a vossa unica lacuna…de resto ta 5 estrelas

  19. Isa diz:

    Até à data, o Three Stories é o meu favorito (e o de muita gente, pelo que vejo por aí) :)

  20. melissa diz:

    house si deve mette con la caddy

  21. [...] 23:05- Dr. House (3ª Temporada; Episódio 12; com review de Constança Lobo) [...]

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